O BRCO11 apareceu em quatro das nove carteiras recomendadas de junho, segundo Santander, XP, Itaú BBA e BTG Pactual. As casas mantiveram o fundo entre as principais apostas, repetindo a posição de maio. Para os analistas, a combinação de portfólio concentrado em ativos de padrão elevado, contratos longos e exposição relevante a operações de última milha sustenta a recorrência.
O fundo imobiliário Bresco Logística administra 14 propriedades logísticas, com 591 mil m² de área bruta locável em sete estados. Em abril, elevou os seus dividendos para R$ 0,95 por cota, maior valor em dez meses. No acumulado de 2026 até junho, distribuiu R$ 4,61 por cota, ante R$ 4,35 no mesmo período de 2025.
- Quatro de nove carteiras de junho mantiveram o BRCO11; repetição de maio
- 14 ativos 100% detidos; 591 mil m² de ABL em sete estados
- 13 de 14 imóveis são padrão A+; 51% da receita em SP
- 23% da receita vem de ativos num raio de 25 km da capital paulista
- 71% da receita de “last mile”; receita anual estabilizada acima de R$ 210 milhões
- Dividendos de R$ 0,95 por cota em abril; DY mensal de 0,80% no mês
- 60,7% dos vencimentos contratuais a partir de 2030; 85% após 2028
- Prazo médio remanescente de 4,8 anos; 37% de contratos atípicos
- 99% dos contratos reajustados pelo IPCA
- 77% a 81% da receita de locatários com rating AA/AAA, conforme as casas
- Inquilinos âncora: Natura (15%), Mercado Livre (11%), Whirlpool (10%), GPA (8%), Magazine Luiza (7%), Azul (6%) e BRF (5%)
- BTG destaca DY anualizado de 9,6%, retorno de 19,2% em 12 meses e P/VPA de 1,02x, além de liquidez no secundário
Qualidade do portfólio do BRCO11
O BRCO11 detém integralmente seus 14 ativos, localizados em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Alagoas, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Treze imóveis são classificados como A+, com especificações para operações logísticas de grande porte.
Segundo o Santander, São Paulo responde por 51% das receitas do fundo. Desse total, 23% vêm de propriedades situadas em um raio de 25 km da capital, mercado com elevada liquidez locatícia.
A exposição a operações de última milha é o principal argumento citado por XP e Itaú BBA. As casas estimam que 71% da receita do BRCO11 decorre desse tipo de ativo, que atende a etapa final de entrega ao consumidor, aproximando estoques dos centros de consumo.
A receita anual estabilizada contratada supera R$ 210 milhões, de acordo com as casas de análise. A concentração geográfica em regiões com demanda resiliente é apontada pelo Itaú BBA como um fator que sustenta a tese do fundo.
No desempenho recente, o fundo distribuiu R$ 0,95 por cota em abril, com dividend yield mensal de 0,80% sobre a cotação de fechamento. No ano, até junho de 2026, o total de R$ 4,61 por cota supera os R$ 4,35 do mesmo intervalo de 2025.
Contratos e métricas do BRCO11
A XP informa que 60,7% dos vencimentos contratuais ocorrem a partir de 2030, enquanto o Santander aponta que 85% vencem após 2028. O prazo médio remanescente é de 4,8 anos, conforme o Itaú BBA.
Do total de contratos, 37% são atípicos, modalidade que reduz o risco de rescisão antecipada por impor multas mais robustas em caso de saída. Segundo o Itaú BBA, 99% dos contratos têm reajuste pelo IPCA, o que preserva o poder de compra das receitas na inflação oficial.
A qualidade de crédito dos locatários é destacada pelas casas. O Santander estima que 77% das receitas vêm de empresas com rating AAA ou AA. O Itaú BBA indica 81% sob o mesmo critério.
Entre os principais inquilinos estão Natura (15% da receita), Mercado Livre (11%), Whirlpool (10%), GPA (8%), Magazine Luiza (7%), Azul (6%) e BRF (5%). Mais de 35 empresas compõem os 32% restantes, o que amplia a diversificação de crédito.
O BTG Pactual manteve o BRCO11 com peso de 4,5% na carteira de junho. O banco ressalta dividend yield anualizado de 9,6%, retorno de 19,2% nos últimos 12 meses e P/VPA de 1,02x. A liquidez das cotas no mercado secundário também é apontada como diferencial frente a outros fundos logísticos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.