O MXRF11 (Maxi Renda Fundo de Investimento Imobiliário) realiza, até esta quarta-feira (10), consulta formal aos cotistas para aprovar uma nova emissão de cotas no montante de R$ 1 bilhão. A deliberação ocorre em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) não presencial, convocada pelo BTG Pactual Serviços Financeiros, administrador do fundo imobiliário. Caso a proposta seja aprovada por maioria simples, a gestora ficará autorizada a dar sequência à oferta pública conforme os ritos já divulgados.
Na 12ª emissão prevista, os recursos poderão ser captados e alocados em até 12 meses após a aprovação, seguindo a política de investimentos do regulamento do MXRF11. O objetivo é reforçar a capacidade de alocação em ativos de renda fixa lastreados no mercado imobiliário, ampliando a diversificação e a liquidez da carteira.
Principais pontos da consulta incluem: valor inicial de R$ 1 bilhão; prazo de execução de até 12 meses; assembleia não presencial; e aprovação por maioria simples dos votos válidos. Os cotistas aptos podem votar favoravelmente, contrariamente ou optar pela abstenção, conforme os critérios estabelecidos na comunicação enviada em 26 de maio.
A votação acontece em momento em que o fundo reporta patrimônio líquido aproximado de R$ 4,32 bilhões, segundo relatório do 1º trimestre de 2026. O portfólio reúne 89 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), dos quais 82 operações figuram como normais, duas em alerta e cinco classificadas como estressadas, refletindo monitoramento ativo de risco por parte da gestão.
No fechamento de março, a carteira de CRIs somava valor de mercado de R$ 3,25 bilhões, enquanto o valor de curva atingia R$ 3,34 bilhões. Essa diferença indica o comportamento dos títulos frente às condições de mercado e serve de referência para decisões de alocação e reciclagem de posições.
Os investidores têm até esta quarta-feira para registrar seus votos na consulta formal. O resultado será publicado pela administradora em até oito dias após o término do processo, respeitando o cronograma oficial. A aprovação da emissão de cotas tende a fortalecer a capacidade do fundo imobiliário de originar e adquirir novos créditos, podendo representar um incremento relevante no volume sob gestão.
Se validada, a captação de R$ 1 bilhão permitirá ao MXRF11 acelerar oportunidades em CRIs, manter liquidez estratégica e potencialmente otimizar o perfil risco-retorno da carteira ao longo dos próximos trimestres.