O RZAT11 (Riza Arctium Real Estate FII) anunciou a aquisição de um imóvel em Maringá (PR) por R$ 20 milhões, estruturada no modelo de sale & leaseback. Nesse formato, o vendedor permanece como inquilino após a venda, garantindo ocupação imediata e previsibilidade de fluxo para o fundo. A operação foi divulgada por meio de fato relevante e reforça a estratégia de alocação ativa do portfólio.
Segundo o documento, o compromisso de compra e venda foi assinado em 2 de junho de 2026 com a Assumpção Administradora de Bens, que também será a locatária do ativo. Do montante total, R$ 10 milhões já foram pagos pelo fundo imobiliário, enquanto os R$ 10 milhões restantes serão quitados na assinatura da escritura definitiva.
Localizado em Maringá, no Paraná, a 426 km de Curitiba, o imóvel eleva a exposição do fundo a mercados dinâmicos do interior. A operação foi detalhada com preço total de R$ 20 milhões, modelo sale & leaseback e status de 50% já desembolsado, aguardando a formalização final. O comunicado ressalta o caráter estratégico da compra para diversificação e geração de renda.
Contrato de locação por 10 anos garante estabilidade de receitas. O aluguel mensal foi pactuado em R$ 214 mil, com pagamento até o segundo dia útil do mês seguinte. Além disso, a locatária terá opção de recompra ao término do prazo por R$ 20 milhões, com remuneração variável atrelada ao IPCA, alinhando interesses ao longo do ciclo do contrato.
A gestão projeta retorno de IPCA + 13,6% ao ano durante os 120 meses do acordo, reforçando o perfil de renda do veículo. Em paralelo, o fundo intensifica movimentações: em maio, vendeu um ativo em Porto dos Gaúchos (MT) por R$ 53 milhões, com ganho estimado de R$ 8,75 milhões, equivalente a cerca de R$ 2,06 por cota, após custos.
Em termos de distribuição, o RZAT11 pagou R$ 1,70 por cota em maio, o maior patamar desde junho de 2022, e reportou no relatório gerencial de abril resultado de R$ 16,213 milhões, alta de 190,7% na base mensal, impulsionada por eventos extraordinários. A finalização da compra em Maringá depende da lavratura e registro da escritura pública; a administração informou em fato relevante que manterá o mercado atualizado sobre os próximos passos do RZAT11.