O XPCI11 reportou resultado de R$ 8,273 milhões em abril, alta de 10,21% frente a março, sustentado por receitas de R$ 8,916 milhões e despesas de R$ 642 mil. A distribuição será de R$ 0,90 por cota em 15 de maio de 2026 (data-com em 30 de abril). Com base no fechamento de R$ 84,72, o yield anualizado é de 13,52%, chegando a 16,07% após gross-up do IR, reforçando o apelo de renda do fundo.
A carteira manteve forte exposição a CRIs, que responderam por 89,07% dos ativos no mês. Ao fim de abril, o portfólio somava 46 CRIs e três fundos imobiliários, com patrimônio líquido de R$ 744,5 milhões na estratégia principal. Havia ainda reserva de liquidez de R$ 33 milhões e reserva acumulada de correção monetária de R$ 3,24 milhões, contribuindo para a resiliência do XPCI11.
Os CRIs foram a principal fonte de receitas, totalizando R$ 7,95 milhões, enquanto o bloco de fundos imobiliários adicionou R$ 750 mil. Somando rendimentos e ganhos de capital, o valor atingiu R$ 8,2 milhões, equivalente a R$ 0,95 por cota. A reserva de correção monetária acumulada corresponde a R$ 0,37 por cota, oferecendo colchão contra a inflação e suavizando oscilações de resultado.
Entre as alocações em FIIs, GARE11 liderou a exposição com 78,43%, seguido por GCRI11 (11,33%) e PSEC11 (10,24%). As debêntures representaram apenas 0,51% do portfólio, evidenciando foco nos recebíveis. Essa composição reforça a estratégia primária do XPCI11 em ativos de crédito imobiliário.
Índices e tipos de crédito do XPCI11
A estrutura de indexadores privilegia o IPCA, presente em 91% dos CRIs, enquanto 9% estão atrelados ao CDI. Essa predominância garante proteção inflacionária para a maior parte da carteira, aspecto relevante no contexto macroeconômico. Entre as palavras-chave secundárias, destaca-se a exposição a crédito corporativo.
Na segmentação por tipo de crédito, 69% dos ativos estão em crédito corporativo, 16% em crédito pulverizado comercial e 15% em crédito pulverizado residencial. A concentração por estruturador é elevada: OPEA responde por 70% da exposição, seguido por BARI (12%) e RIZA (9%). A carteira encerrou abril praticamente estável, com apenas liquidação parcial do bloco de FIIs, mantendo a tese central em recebíveis imobiliários e consolidando a atratividade do XPCI11 para renda e proteção contra inflação.