O RZAT11 reportou resultado de R$ 16,213 milhões em abril, uma alta de 190,7% frente a março, impulsionada por dois eventos extraordinários. A venda do imóvel da Aliança Agrícola e a recompra antecipada do ativo de Rio Claro ampliaram o caixa e reforçaram a distribuição de rendimentos. Com isso, o fundo pagou R$ 1,70 por cota em maio e mantém guidance entre R$ 1,65 e R$ 1,75 por cota para os próximos meses.
A gestão destaca que o fundo preserva R$ 2,75 por cota em caixa para distribuições futuras. Além disso, parte da variação mensal dos proventos decorre do componente atrelado ao IPCA presente nos contratos. Esse desenho contratual ajuda a suavizar oscilações ao longo do tempo e sustenta a atratividade para o cotista.
Entre os eventos do mês, a venda do imóvel da Aliança Agrícola, em Porto dos Gaúchos (MT), para a Cooperativa C-Vale por R$ 53 milhões, gerou ganho de R$ 8,75 milhões, ou R$ 2,06 por cota, após custos e despesas. A recompra antecipada do imóvel de Rio Claro (SP) pela Rede Monte Carlo por R$ 16,5 milhões também contribuiu de forma relevante.
As receitas totais alcançaram R$ 16,408 milhões em abril, enquanto as despesas somaram R$ 194 mil, resultando em um desempenho robusto. Em termos relativos, o resultado foi quase três vezes maior do que o apurado em março, consolidando o bom momento operacional do fundo.
No acumulado de 2024 até abril, o FII RZAT11 registrou aproximadamente R$ 33,8 milhões em receitas provenientes de aluguéis, recompras, receitas financeiras e outras fontes. Após taxas e despesas, o resultado ficou próximo de R$ 32,2 milhões, o equivalente a R$ 7,61 por cota. Os dividendos pagos no período alcançaram R$ 5,05 por cota, deixando sobras de R$ 2,75 por cota direcionadas a distribuições futuras.
O portfólio atual do RZAT11 reúne oito imóveis ocupados por oito locatários, com contratos majoritariamente indexados ao IPCA + 10,0% ao ano. Os ativos foram adquiridos por R$ 355 milhões e têm avaliação de mercado de R$ 948 milhões, refletindo valorização patrimonial expressiva e reforçando a resiliência da tese.
A alocação é diversificada: Minas Gerais concentra 42% do valor, Goiás 28% e São Paulo 18%. Por segmento, imóveis industriais respondem por 55%, logísticos por 24% e comerciais por 22%. Essa composição amplia a previsibilidade dos fluxos e fortalece a proteção contra a inflação para o cotista do RZAT11.