O XPCA11 encerrou novembro de 2024 com resultado líquido de R$ 4,589 milhões, acima dos R$ 3,749 milhões de outubro. A distribuição foi de R$ 0,11 por cota, equivalente a um dividend yield mensal de 1,59%, refletindo a geração de caixa do período e a estratégia conservadora adotada pela gestão. As receitas alcançaram R$ 4,666 milhões, contra despesas de R$ 360 mil, preservando eficiência operacional.
A carteira manteve os Certificados de Recebíveis do Agronegócio como pilar central, representando 69,7% do patrimônio líquido. Em paralelo, houve reforço tático em cotas de FIDC Fiagro (20,8%), pequena exposição a CRI Agro (1,0%) e posição de caixa de 8,6%, conferindo flexibilidade para novas alocações. Entre as movimentações, destacam-se vendas seletivas de CRA e um novo aporte em FIDC, alinhados à diversificação e gestão de riscos do XPCA11.
No mês, foram executadas vendas de R$ 990 mil em CRA de risco Itaueira, alienação de R$ 561 mil em CRA atrelado à UISA e desinvestimento de R$ 280 mil em CRA vinculado à ACP. Em contrapartida, a gestão aplicou R$ 800 mil no FIDC Agroforte, buscando equilibrar retorno e controle de risco em crédito estruturado. Essa rotação preserva qualidade e liquidez.
A postura cautelosa permanece, com priorização de análises criteriosas antes de empregar o caixa. Tal disciplina reflete o ambiente macro desafiador e a necessidade de mitigar a volatilidade que afeta o agronegócio e o mercado de crédito. A gestão segue comprometida com seleção rigorosa e manutenção de colchão de liquidez.
Perspectivas para 2026 indicam incorporação de novas operações já em janeiro, condicionadas ao cenário de juros e apetite de risco. Apesar de expectativa de arrefecimento da Selic ao longo de 2026, patamares ainda elevados tendem a pressionar o fluxo de caixa de empresas, elevando o risco de crédito e exigindo originação mais seletiva.
No agronegócio, margens comprimidas em diversas commodities e restrição de crédito por agentes financeiros impõem desafios adicionais. Diante disso, o XPCA11 sustenta estratégia defensiva, com foco em produtores de histórico sólido e estrutura robusta, diversificação de riscos e preservação de liquidez para proteger o patrimônio dos cotistas.