O Fiagro VGIA11 (VGIA11) manteve o valor de distribuição e anunciou R$ 0,13 por cota referentes a junho de 2026. A data-base será em 10 de julho e o pagamento ocorrerá em 17 de julho, com isenção de Imposto de Renda para pessoa física. Sobre a cotação de fechamento de junho, de R$ 9,76, o provento corresponde a um dividend yield mensal de 1,33%.
Segundo a gestão, a manutenção do patamar decorre de folga nas distribuições, apoiada por reserva já constituída e por potencial adicional ligado à reavaliação de crédito de ativos na carteira, conforme relatório mais recente.
- Provento de R$ 0,13 por cota referente a junho
- Data-base em 10/7 e pagamento em 17/7, com isenção para pessoa física
- Yield mensal de 1,33% sobre R$ 9,76 (fechamento de junho)
- Reserva de R$ 500 mil (cerca de R$ 0,004/cota) e potencial extra de R$ 13,2 milhões (cerca de R$ 0,12/cota)
- Reavaliação envolve CRA Languiru, com garantias ligadas a recebíveis de grupo frigorífico AAA
- Em abril, 82,8% do PL alocado em 33 ativos, somando R$ 836 milhões
- 5ª emissão liquidada em 31/3; recibos convertidos em 16/4 e negociação liberada em 17/4
- Volume médio diário em abril de R$ 2,73 milhões e 174.740 cotistas (29,5% da base de Fiagros na bolsa)
- Foco da gestão segue na alocação da oferta e diversificação
Reservas e reavaliação de crédito sustentam distribuições do VGIA11
De acordo com o relatório de abril de 2026, a gestão apontou folga para manter as distribuições no curto prazo. Naquela data, havia uma reserva de rendimentos de aproximadamente R$ 500 mil, o equivalente a cerca de R$ 0,004 por cota.
Além disso, o fundo indica potencial adicional de cerca de R$ 13,2 milhões, aproximadamente R$ 0,12 por cota. Esse montante decorre da diferença entre a marcação a mercado dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) Languiru na carteira e a sua marcação pela curva, após reestruturação da operação.
A reavaliação continua em andamento, em linha com a melhora nas condições de crédito da cooperativa emissora. O risco é mitigado por uma estrutura de garantias atrelada ao fluxo de recebíveis de um grande grupo frigorífico brasileiro classificado como AAA, o que reforça a recuperação de valor desses títulos.
A manutenção do provento em R$ 0,13 por cota, repetindo os dois meses anteriores, reflete esse conjunto de fatores. O yield mensal de 1,33% considera a cotação de fechamento de junho, de R$ 9,76, e serve como indicador do retorno nominal no período.
A data-base de 10 de julho define quem tem direito à distribuição. Cotistas posicionados nessa data recebem o pagamento em 17 de julho. Para pessoas físicas, os rendimentos de Fiagros são isentos de Imposto de Renda, conforme a legislação vigente para esse tipo de veículo.
No fechamento de abril, o Fiagro encerrava o mês com 82,8% do patrimônio líquido alocado em 33 ativos. O montante investido somava R$ 836 milhões, enquanto o saldo remanescente permanecia em instrumentos de caixa, geralmente usados para liquidez e gestão tática.
O período também marcou o início das aquisições para alocar os recursos da 5ª emissão de cotas. Essa oferta foi liquidada em 31 de março. Os recibos foram convertidos em cotas em 16 de abril e a negociação foi liberada na B3 a partir de 17 de abril.
Em termos de liquidez secundária, o volume médio diário de negociação em abril foi de R$ 2,73 milhões. A base de investidores atingiu 174.740 cotistas ao fim do mês, o que representava 29,5% do total de investidores presentes nos Fiagros listados na bolsa no período.
Para os próximos meses, a gestão indica que o foco recai na aquisição de novos ativos, dando continuidade à alocação dos recursos captados na 5ª emissão. A prioridade é ampliar a diversificação setorial e por emissores, com acompanhamento próximo das operações em carteira.
Esse direcionamento busca equilibrar retorno e risco, mantendo a disciplina na originação e na análise de crédito. A evolução da marcação dos CRA Languiru e as condições de mercado para novas alocações seguirão como variáveis relevantes para a manutenção das distribuições.
A combinação entre reserva de resultados, potencial de reavaliação de ativos e pipeline de alocação define, portanto, o pano de fundo para as próximas competências de distribuição do fundo, conforme as informações públicas mais recentes da gestão.