O TGAR11 iniciou 2025 com receita de R$ 14,5 milhões em janeiro, mantendo a estratégia centrada em desenvolvimento imobiliário. Do total, 92,59% veio do segmento de equity, reforçando a predominância das participações em projetos. No mês, o fundo distribuiu R$ 0,71 por cota, equivalente a um dividend yield mensal de 0,91%, enquanto preserva resultado acumulado não distribuído de R$ 0,10 por cota para suavizar pagamentos futuros.
Nos últimos 12 meses, o TGAR11 somou R$ 11,71 por cota em rendimentos, com yield de 14,40%. Após a reavaliação das investidas em dezembro, o valor patrimonial por cota alcançou R$ 113,64, refletindo valorização patrimonial de 5,52% no mês. O yield anualizado do período de janeiro foi de 11,45%, alinhado à política de distribuição e ao perfil de risco de desenvolvimento.
O fundo mantém tese voltada a ativos de desenvolvimento, com o segmento de crédito respondendo por apenas 4,83% das receitas em janeiro. As vendas imobiliárias sustentaram a performance: no urbanismo, foram 295 unidades comercializadas e VGV de R$ 32,92 milhões. Projetos da Cipasa se destacaram, com 41 unidades e VGV consolidado de R$ 10,02 milhões no mês.
Na incorporação, houve a venda de 62 unidades e VGV de R$ 25,40 milhões. A frente de multipropriedade registrou 487 frações negociadas, com VGV de R$ 34,12 milhões em janeiro. Esses números demonstram a amplitude dos vetores de receita e a relevância do pipeline de projetos.
A carteira de crédito passou por gestão ativa, com a venda de três operações de CRI — Vangarden, Tocantins e GR Group — totalizando R$ 3,13 milhões. Esse movimento busca otimização de risco-retorno e reforça a preferência por alocação em equity, em linha com a diretriz estratégica do fundo.
No mercado secundário, as cotas do TGAR11 recuaram 14,95% no mês, já considerando preço ajustado pelos rendimentos. O volume negociado somou R$ 219,5 milhões, com média diária de R$ 10,45 milhões, indicando liquidez consistente apesar da volatilidade.
O fundo encerrou janeiro com 148.957 investidores, queda de 1,40% na base mensal e de 9,13% na comparação anual. Mesmo com o ajuste das cotas, a combinação de receita robusta, diversificação operacional e resultado não distribuído sustenta a disciplina na geração de caixa para os próximos meses.