O fundo imobiliário TEPP11 fechou dezembro de 2024 com lucro de R$ 3,345 milhões, avanço de 16% frente a novembro (R$ 2,874 milhões). A distribuição foi de R$ 0,075 por cota, o que representa dividend yield anualizado de 10,80% considerando o preço de fechamento de R$ 8,74 por cota. Além do resultado positivo, o fundo passou a compor as carteiras recomendadas do Banco Santander e do BTG Pactual, mantendo-se na seleção da XP Investimentos.
A gestão reforça que há recursos para cumprir obrigações até setembro de 2027 sem necessidade de novas emissões ou alienação de ativos, sustentando a tese de renda. Entre os destaques, o portfólio passou a incluir o Top Center, movimento que alterou a dinâmica de ocupação e trouxe novas frentes comerciais.
Após 28 meses com ocupação física total, o TEPP11 voltou a registrar vacância, agora em 5,7% da ABL. A principal mudança decorre da integração do Top Center. No Edifício Torre Sul, a AT&T renovou contrato, mas reduziu a área para meia laje (542 m²), gerando vacância pontual. A administração intensificou negociações com corretores e potenciais locatários para acelerar a absorção dos espaços.
No Top Center, houve proposta para locação do primeiro andar em janeiro, considerado o mais desafiador por exigir maior volume de intervenções. O estudo de viabilidade da aquisição previa absorção de um dos três andares vagos a cada oito meses, a partir de abril, e as tratativas seguem ativas. Esses passos buscam reduzir a vacância e recompor a geração de caixa.
Perspectivas e receita do portfólio
Na frente comercial, o Edifício Fujitsu ganhou novo inquilino em um andar de 691 m², quase simultâneo à rescisão parcial da própria Fujitsu, mitigando impactos de receita. A gestão avalia uma captação futura voltada à expansão patrimonial em momento oportuno, enquanto ativos mais maduros podem abrir espaço para vendas estratégicas.
Quanto à composição da receita, o Torre Sul responde por 24%, seguido por GPA e BFL, com 22% cada. O Passarelli contribui com 15% e o Fujitsu com 11%. O Top Center, recém-integrado, representa 6% do total. Esses movimentos reforçam o posicionamento do TEPP11 e a busca por equilíbrio entre renda e ocupação no ciclo atual do mercado de lajes.