O fundo imobiliário SNID11 manteve a distribuição de R$ 0,13 por cota em fevereiro, marcando o quarto mês seguido no mesmo patamar. A decisão reforça o compromisso com o guidance anunciado no início do ano, mesmo com a perspectiva de queda da Selic no horizonte. A gestora afirma que a previsibilidade é prioridade nesta fase de transição monetária.
Para sustentar os pagamentos, a administração utilizará ganhos de capital já realizados e ainda não distribuídos. A medida busca suavizar oscilações e assegurar estabilidade ao cotista. Segundo o relatório, o nível atual de distribuição é considerado adequado ao ambiente de juros, preservando a consistência sem comprometer a saúde financeira do portfólio.
Desde o início, o SNID11 acumula retorno total de 66,2% na cota a mercado, com reinvestimento dos proventos. No indicador de cota patrimonial, o retorno é de 53,8%. Ambos superam referenciais líquidos de IR amplamente acompanhados no mercado, sinalizando execução consistente da estratégia.
Entre os comparativos, o CDI rendeu 36,6% no período, enquanto o IMA-B IPCA+ marcou 32,4%. O IDA-DI avançou 42,4% e o IDA-IPCA Infraestrutura, 44,4%. Esses números evidenciam desempenho competitivo do SNID11 frente aos índices de renda fixa e crédito.
Em janeiro, o fundo gerou carrego líquido de 108,1% do CDI, confirmando a capacidade de superar a taxa básica. Considerando o gross-up, o retorno chegou a 139,5% do CDI no mês, aproximadamente o CDI acrescido de 5,6 pontos percentuais. A alocação em debêntures incentivadas de infraestrutura sustenta essa entrega por meio de spreads atrativos no crédito corporativo.
Spreads no mercado secundário se comprimiram cerca de 45 pontos-base em janeiro, reduzindo o prêmio de risco. O movimento, impulsionado por exigências de alocação mínima de fundos de infraestrutura, elevou preços e diminuiu janelas de entrada. Diante disso, o SNID11 adotou postura cautelosa, preservando caixa e aguardando oportunidades com melhor relação risco-retorno.
A gestora elevou o guidance para o 1º semestre de 2026, projetando entre R$ 0,12 e R$ 0,15 por cota. A calibragem reflete o ciclo de flexibilização monetária e busca manter sustentabilidade dos pagamentos. A faixa dá margem de manobra para ajustes táticos, mantendo foco na disciplina e na proteção do capital.