O avanço da agricultura sustentável no Mato Grosso consolidou o estado como referência em produção com conservação ambiental. Segundo a Famato, já foram recuperados 3,82 milhões de hectares de pastagens, o que corresponde a 75,3% da meta do Plano ABC+ na região. Esse desempenho reforça a atratividade de ativos vinculados ao agronegócio, especialmente fundos de investimento imobiliário com foco em terras e produção rural.
A combinação entre eficiência produtiva e preservação tem guiado a estratégia estadual. Em declaração recente, Linacis Lisboa, secretária adjunta de Agronegócio da SEDEC, destacou que o estado utiliza cerca de 40% do território para produção e preserva o restante, evidenciando o equilíbrio entre geração de riqueza e proteção dos recursos naturais. Esse cenário fortalece a confiança de investidores e amplia a base de capital direcionada ao campo.
No mercado de capitais, a expansão do SNFZ11 acompanha o crescimento agrícola regional. A Suno Asset anunciou a terceira emissão de cotas, que pode movimentar aproximadamente R$ 120 milhões para aquisição de novas propriedades rurais em Mato Grosso. O plano é emitir até 12,08 milhões de cotas a R$ 10,20, elevando a exposição do fundo à valorização fundiária e à renda recorrente do agronegócio.
A estratégia do fundo integra apreciação das terras com receitas produtivas. Além do arrendamento, o SNFZ11 mantém contratos que asseguram participação na produção, como a parceria com a Jequitibá Agro, que garante cerca de 25% da safra nas áreas operadas. Essa abordagem de geração híbrida de receita reduz volatilidade e potencializa retornos no longo prazo.
O crescimento da soja em Mato Grosso reforça a relevância do estado para o agronegócio brasileiro, com alta de aproximadamente 268 mil hectares na safra 2025/26, segundo a Serasa Experian. Mesmo com crédito mais seletivo, a modernização tecnológica e as práticas de baixa emissão de carbono sustentam a expansão com ganhos de produtividade.
A base de cotistas do SNFZ11 ultrapassou 13 mil investidores, refletindo maior interesse por ativos lastreados em terras e produção agrícola. Com novos aportes que somam 2,2 mil hectares ao portfólio e patrimônio líquido próximo de R$ 90 milhões, o fundo se posiciona para capturar a tendência de crescimento regional, enquanto o Mato Grosso consolida seu papel como locomotiva do agro sustentável no país.