O SNEL11 ampliou sua presença no Centro-Oeste com a aquisição da UFV Juti, uma usina solar de 2,5 MW (3,37 MWp) no Mato Grosso do Sul, conectada à rede da Energisa. O ativo já está em operação e tem geração estimada de 6.945 MWh por ano, reforçando a estratégia do fundo de priorizar empreendimentos com receita e performance previsíveis. A transação inclui seis meses de Renda Mínima Garantida (RMG), o que suaviza eventuais oscilações de caixa no período inicial de vacância e acelera a maturação do projeto.
Para mitigar riscos e estabilizar retornos, a operação contempla RMG, mecanismo que reduz o impacto financeiro na fase de ramp-up. Essa estrutura oferece previsibilidade de fluxo de caixa enquanto a usina avança nas negociações finais de locação e atinge seu potencial pleno de operação. Em paralelo, o fundo mantém disciplina de capital e foco em contrapartes de qualidade para sustentar a geração recorrente de resultados.
Além da UFV Juti, o fundo anunciou 20 contratos de compra de ativos solares somando 87,5 MWp em capacidade instalada, em uma operação de R$ 436,2 milhões. Esse movimento sinaliza a construção de um pipeline robusto, com padronização contratual e diversificação tecnológica. Entre os diferenciais, destacam-se prazos contratuais compatíveis com a vida útil dos ativos e condições de indexação aderentes ao perfil do portfólio.
A diversificação do SNEL11 abrange 22 municípios em oito estados: Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Pernambuco e Distrito Federal. O conjunto de aquisições tem TIR real projetada de 14,44% ao ano, líquida dos custos do fundo, e deve acrescentar cerca de 153,4 mil MWh anuais de geração. Essa expansão dilui riscos operacionais e regulatórios, melhora a resiliência e amplia a base de receitas.
No Mato Grosso do Sul, o dinamismo do setor solar sustenta a tese de investimento. Campo Grande figura entre as líderes nacionais em geração distribuída fotovoltaica, enquanto o estado soma aproximadamente 1.844 MW em GD e 2.550 MW em geração centralizada. Em nível nacional, a energia solar já representa 26,4% da matriz elétrica, consolidando-se como vetor principal de expansão.
Ao combinar RMG, contratos escaláveis e ativos operacionais, o SNEL11 busca previsibilidade de caixa e captura de ganhos operacionais na geração distribuída, com ênfase em mercados estratégicos e fundamentos setoriais favoráveis.