O SNAG11, Fiagro da Suno Asset voltado ao financiamento do agronegócio, manteve em dezembro a distribuição de R$ 0,13 por cota pelo terceiro mês seguido, consolidando o maior patamar de proventos desde o início do fundo. O pagamento dos dividendos do SNAG11 foi agendado para 23 de dezembro, beneficiando investidores posicionados até o fim do pregão de 15/12. Os que entraram a partir de 16/12 receberão apenas na próxima Data Com, prevista para meados de fevereiro.
O dividend yield mensal ficou em 1,17%, considerando o fechamento de R$ 11,14 em 30/12. Em termos anualizados, o retorno superou 17%, reforçando a atratividade da tese. A gestora já havia indicado em relatório que R$ 0,13 seria o “nível mínimo de distribuição para os próximos meses”, apoiado pela performance operacional do portfólio e pela ausência de inadimplência.
Segundo a Suno Asset, o aumento dos proventos reflete o ambiente de juros elevados e a qualidade de crédito da carteira. O fundo mantém 100% dos pagamentos em dia, com títulos high grade e governança rigorosa no processo de originação. Em novembro, o resultado permitiu elevar a reserva de lucros não distribuídos para R$ 0,16 por cota, oferecendo margem para sustentar a política de distribuição.
A valorização das cotas foi outro destaque: o preço de R$ 11,14 no fim de dezembro marcou nova máxima histórica, posteriormente superada no início do ano seguinte. Em 2025, a variação acumulada atingiu 23,64% frente ao fechamento de R$ 9,01 em 30/12/2024, sinal de reconhecimento do mercado à tese do SNAG11.
Estruturalmente, o fundo encerrou o período com patrimônio líquido de R$ 626,8 milhões, equivalente a R$ 10,32 por cota, e P/VP de 1,08x. A carteira soma 264 devedores, com spread médio de CDI + 3,69% e duration de 4,84 anos, priorizando operações de médio e longo prazos. Um CRA da Leitíssimo representa 9% do PL, com foco setorial em soja e laticínios.
A estratégia do SNAG11 combina estrutura simples, originação disciplinada e diversificação de contrapartes, indo de produtores rurais e pessoas físicas a grandes agroindústrias. Essa abordagem vem sustentando o desempenho, a resiliência de caixa e a manutenção do patamar de dividendos.