FIIs

RZAK11 dispara 66,2% no mês e mantém guidance de dividendos

RZAK11 dispara 66,2% no mês e mantém guidance de dividendos
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário RZAK11 reportou resultado de R$ 9,984 milhões em fevereiro, alta de 66,2% frente a janeiro, sustentando distribuição de R$ 1,05 por cota e dividend yield mensal de 1,22%. A receita somou R$ 11,537 milhões e as despesas ficaram em R$ 1,553 milhão, com proventos alinhados ao intervalo projetado pela gestão. A performance reforça o ritmo de geração de caixa no curto prazo, mesmo diante de oscilações em parte da carteira.

No portfólio, a maior parte dos ativos manteve regularidade operacional, com pagamentos e contribuições dentro do esperado. A principal exceção foram os CRIs atrelados à Starbucks, cujo desempenho veio aquém das expectativas. Ainda assim, o comportamento consolidado dos créditos permaneceu aderente às projeções de carrego, preservando a recorrência dos resultados.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

A estrutura de hedge contribuiu positivamente, beneficiada pela abertura da curva de juros, o que amorteceu volatilidades táticas. Em contrapartida, houve reprecificação negativa nos ativos indexados ao IPCA e prefixados, efeito parcialmente explicado pela leitura do IPCA de 0,70% em fevereiro, que manteve o carrego desses indexadores em níveis mais contidos.

A gestão preservou o hedge de troca de indexadores, mirando equilíbrio entre CDI, IPCA e prefixados. Embora a Selic esteja indicada em 15% ao ano e o mercado sinalize possível início de ciclo de queda, a tese é manter resiliência de caixa. Essa expectativa afeta diretamente papéis atrelados ao CDI, o que levou à manutenção do guidance de distribuição para o próximo trimestre.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

O guidance aponta proventos entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota, refletindo visão de rentabilidade sustentável. Tal faixa busca acomodar oscilações de inflação e juros, mantendo previsibilidade ao cotista. A disciplina de alocação e o hedge seguem como pilares para suavizar choques de curto prazo.

Na carteira de CRI, houve ajustes pontuais. O destaque foi a entrada do CRI Allegra Pacaembu II, remunerado a CDI + 4% ao ano, sucedendo um empréstimo-ponte. O novo crédito tem vencimento em 2035, tranche sênior com 30% de subordinação e garantias robustas, como alienação fiduciária de quotas da concessão e cessão de recebíveis.

A exposição do RZAK11 nessa operação é reduzida, em R$ 17,5 milhões, cerca de um terço do volume anterior substituído. A alocação seletiva reforça o controle de risco e a busca por prêmios ajustados a garantias, contribuindo para a estabilidade dos resultados ao longo dos próximos meses.

Quer construir uma carteira de Fiis alinhada com os seus objetivos? Clique aqui e fale agora mesmo com um especialista.

Leia também