A exportação de soja do Brasil atingiu novo recorde em abril, com 16,75 milhões de toneladas embarcadas, segundo o Cepea a partir de dados da Secex. O resultado, o maior já registrado para o mês, foi puxado pelo avanço das compras chinesas e pela demanda internacional resiliente, que segue absorvendo a produção nacional. O desempenho reforça a relevância da soja para a balança comercial e para a geração de caixa do agronegócio.
Na comparação com março, houve alta de 15,35%, enquanto frente a abril do ano passado o avanço foi de 9,6%. Esse movimento confirma a força estrutural da cadeia e sustenta receitas mesmo em ambiente de ampla oferta doméstica e pressão sobre cotações internas. A China voltou a liderar as aquisições: os embarques ao país cresceram 17,6% entre março e abril, consolidando-o como destino prioritário.
No acumulado de janeiro a abril de 2024, o Brasil exportou 40,24 milhões de toneladas de soja, um recorde histórico para o período. Esses números indicam que a procura externa segue firme, garantindo escoamento do grão e mitigando efeitos de preços mais baixos internamente. Como mecanismo de equilíbrio, as vendas externas têm reduzido excedentes e apoiado margens ao longo da cadeia.
Crescimento da soja amplia espaço para operações de crédito
Com o ciclo favorável da exportação de soja, tendem a se fortalecer ativos ligados ao financiamento do agronegócio, caso do SNAG11. O fundo foca crédito agroindustrial em produção rural, armazenagem, infraestrutura, logística e expansão operacional, áreas diretamente impactadas pela necessidade de capital em fases de colheita e escoamento. Entre as operações, destacam-se aquisição de máquinas, ampliação de estruturas e capital de giro.
A base de investidores do SNAG11 ultrapassou 130 mil cotistas, conforme a Suno Asset, avanço relevante ante os cerca de 120 mil do início de fevereiro. Esse crescimento amplia a liquidez no mercado secundário e fortalece a presença do veículo entre investidores pessoa física, favorecendo a formação de preço e a estabilidade das cotas.
Retorno total do SNAG11 sustenta atratividade
O fundo manteve distribuição de R$ 0,12 por cota, sinalizando geração recorrente de caixa em um setor amparado pelo dinamismo das exportações. Em 2023, o retorno total se aproximou de 42,5%, somando dividendos e valorização de mercado. Além disso, o veículo mantém inadimplência zero desde o lançamento, em 2022, pilar central de sua estratégia de crédito conservadora e de controle de risco.
Em síntese, a robustez da exportação de soja cria um ambiente propício ao financiamento da cadeia, suporta receitas do agro e beneficia instrumentos como o SNAG11, que capturam o ciclo positivo com disciplina de risco.