O fundo imobiliário PSEC11 (PSEC11) encerrou junho com resultado distribuível de R$ 9,329 milhões, em leve retração ante maio. O montante por cota foi de R$ 0,51. O fundo anunciou rendimento de R$ 0,55 por cota, com pagamento em 15 de julho de 2026, superando o resultado do mês e utilizando parte da reserva, que fechou junho em R$ 0,15 por cota. Sobre a cotação de R$ 56,80, o provento representa dividend yield mensal de 0,97% (11,6% anualizado). Na cota patrimonial de R$ 72,51, o yield anualizado é de 9,1%. Os FIIs geraram R$ 7,416 milhões em rendimentos e as despesas somaram R$ 830 mil.
As receitas recorrentes foram de R$ 0,64 por cota, sendo R$ 0,40 oriundos de FIIs e R$ 0,24 de CRIs, em juros e correção monetária. Na direção oposta, a venda de FIIs trouxe impacto extraordinário negativo de R$ 0,12 por cota. O PSEC11 segue a migração estrutural da carteira para crédito, com meta de alocar cerca de 50% em CRIs diretos.
- Resultado distribuível: R$ 9,329 milhões (R$ 0,51 por cota) em junho
- Rendimento anunciado: R$ 0,55 por cota, com pagamento em 15/07/2026
- Receitas recorrentes: R$ 0,64 por cota (R$ 0,40 FIIs; R$ 0,24 CRIs em juros e correção)
- Efeito extraordinário: -R$ 0,12 por cota (venda de FIIs)
- Dividend yield: 0,97% no mês e 11,6% anualizado sobre o preço; 9,1% anualizado sobre a cota patrimonial
- Estratégia: avanço da exposição a crédito, com meta de ~50% em CRIs diretos
- Movimentos: liquidação do CRI WTC (R$ 64 mi) e aporte >R$ 40 mi no CRI Dall (CDI + 4,50% a.a.)
- Alocação: 70,0% em FIIs; 20,9% em CRIs; 91,0% em ativos-alvo (vs. 94,6% em maio)
- Desempenho de mercado: -3,2% no mês; -6,5% no ano; +13,5% desde o início
- Patrimônio líquido: R$ 1.334,1 mi (R$ 72,51/cota); valor de mercado: R$ 1.045,1 mi (R$ 56,80/cota), P/VP de 0,78x
- Liquidez e base: volume médio diário de R$ 2,7 mi; 83.271 cotistas; média de 12 meses em R$ 0,64/cota
Rendimentos do PSEC11: desempenho de junho
O resultado do mês foi sustentado por rendimentos com FIIs de R$ 7,416 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 830 mil. Por cota, o resultado distribuível atingiu R$ 0,51. As receitas recorrentes somaram R$ 0,64 por cota, com R$ 0,40 provenientes de FIIs e R$ 0,24 de CRIs. CRI é a sigla para Certificado de Recebíveis Imobiliários, título de crédito lastreado em fluxos do setor imobiliário.
As alienações de posições em FIIs geraram impacto não recorrente negativo de R$ 0,12 por cota. Ainda assim, o fundo anunciou R$ 0,55 por cota, a serem pagos em 15 de julho de 2026. Como esse valor superou o resultado de junho, houve consumo parcial da reserva de resultado, que encerrou o mês em R$ 0,15 por cota.
Na referência da cotação de R$ 56,80, o provento de junho corresponde a dividend yield de 0,97% no mês, ou 11,6% em base anualizada. Ao se considerar a cota patrimonial de R$ 72,51, o yield anualizado equivale a 9,1%. A média de distribuição em 12 meses está em R$ 0,64 por cota, incluindo os R$ 0,55 de junho no histórico do fundo.
Rendimentos do PSEC11 e a migração para crédito
O plano de elevar a exposição a crédito segue em execução. A meta do fundo é concentrar cerca de 50% do portfólio em CRIs diretos. Desde março, o fundo imobiliário PSEC11 reduziu posições em FIIs e liberou aproximadamente R$ 250 milhões em caixa, sendo R$ 41 milhões apenas em junho.
No período, dois movimentos se destacaram. O CRI WTC teve a parcela final vencida e liquidada integralmente, no montante de R$ 64 milhões. Além disso, houve integralização superior a R$ 40 milhões no CRI Dall, operação remunerada a CDI + 4,50% ao ano. Esse papel está vinculado ao financiamento de empreendimento residencial na Praia Brava, em Santa Catarina, com emissão total de R$ 350 milhões.
Ao fim de junho, cerca de 30% do patrimônio líquido estava alocado em caixa e CRIs diretos. A carteira ainda é majoritariamente composta por FIIs, que representam 70,0% do ativo. Os CRIs somam 20,9%, o que perfaz 90,99% de ativos-alvo.
Por tipo de ativo imobiliário, a composição é de 35% em FIIs líquidos, 35% em FIIs de private placement, 21% em CRIs e 9% em caixa e equivalentes. Na exposição setorial, destacam-se: renda urbana (23,9%), fundos de CRI (23,5%), CRIs diretos (23,0%), lajes corporativas (7,9%), shoppings (5,2%) e logístico (4,0%). Há ainda 10,2% em “outros” e 2,3% em FoF.
A alocação em ativos-alvo encerrou o mês em 91,0%, ante 94,6% em maio. No mercado secundário, a cota recuou 3,2% no mês e acumula -6,5% em 2026, com ganho de 13,5% desde o início. Pela cota patrimonial ajustada, a variação foi de -2,2% no mês e -0,3% no ano.
O patrimônio líquido soma R$ 1.334,1 milhões, ou R$ 72,51 por cota. O valor de mercado está em R$ 1.045,1 milhões, ou R$ 56,80 por cota. Com isso, o FII PSEC11 é negociado a 0,78 vez o patrimônio. A liquidez média diária foi de R$ 2,7 milhões e a base tem 83.271 cotistas.