O fundo imobiliário RECT11 encerrou dezembro com resultado negativo. Pelo regime de caixa, o prejuízo somou R$ 1,479 milhão, enquanto, no regime de competência, o impacto foi maior, alcançando R$ 6,629 milhões. Mesmo com o desempenho contábil desfavorável, o fundo manteve a distribuição de proventos aos cotistas, reforçando a continuidade da política de rendimentos.
O pagamento dos dividendos do RECT11 ocorrerá em 15 de janeiro de 2026, no total de R$ 3.844.572, o que corresponde a R$ 0,45 por cota. Considerando o preço de fechamento de R$ 38,41 em dezembro, o dividend yield mensal foi de 1,17%, equivalente a uma taxa anualizada de 14,06%. Após o IR sobre aplicações financeiras, a rentabilidade líquida representou 124% do CDI líquido.
Nos últimos 12 meses, o fundo distribuiu R$ 4,62 por cota em rendimentos. Desde maio de 2019 até dezembro de 2025, o montante pago soma 43,31% sobre a cota-base de R$ 100. A administração segue empenhada em reduzir vacâncias por meio de negociações com potenciais locatários, buscando maior estabilidade operacional e geração de caixa recorrente.
A estratégia de gestão continua voltada a ajustes do portfólio, com desinvestimentos a valores compatíveis com os laudos de dezembro de 2025. Quatro alienações foram concluídas recentemente: Parque Ana Costa, Canopus Corporate, Torre Rio Claro – Cidade Matarazzo e Av. Europa, 884. Essa disciplina de capital visa adequar o portfólio às condições atuais do mercado.
Principais movimentações: o imóvel da Avenida Europa, nº 884, em São Paulo, foi vendido a pessoa física por R$ 31 milhões. O ativo possui três pavimentos, ático e subsolo, totalizando 1.962,60 m². O pagamento será parcelado em 180 vezes, com sete parcelas iniciais de R$ 125.783,54 a partir de janeiro de 2026, uma intermediária de R$ 3.011.952,30 em agosto de 2026 e 172 parcelas de R$ 157.602,11 a partir de setembro de 2026.
A reavaliação dos ativos do portfólio do fundo imobiliário RECT11 também marcou o mês. Laudos independentes estimaram o valor total em R$ 789.398.000, gerando impacto contábil negativo de R$ 10.001.367, sem efeito caixa. O efeito por cota foi de R$ 1,17, reforçando que a pressão ficou restrita ao resultado contábil.
Em síntese, os dividendos do RECT11 seguem consistentes, enquanto a gestão prioriza desinvestimentos e locações para otimizar a performance do portfólio. A combinação de ajustes estratégicos e disciplina financeira busca sustentar a distribuição de rendimentos no médio prazo.