O fundo imobiliário RECR11 confirmou a distribuição de R$ 0,81 por cota em dividendos, com pagamento agendado para 15 de janeiro de 2026. Para ter direito aos proventos, investidores precisaram estar posicionados até 8 de janeiro de 2026, data-base da distribuição. A remuneração é isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que preserva o retorno líquido do cotista em um ambiente de juros ainda elevados.
No comparativo recente, o valor representa leve redução frente ao pagamento anterior, refletindo ajustes pontuais da carteira e o comportamento dos indexadores. Com base no preço de fechamento de dezembro (R$ 81,99), o yield mensal foi estimado em 0,99%, indicador que, embora moderado, segue competitivo frente a alternativas de renda passiva. A média de 24 meses permanece em R$ 0,91 por cota, sinalizando consistência histórica na geração de caixa do fundo.
A estratégia do RECR11 prioriza ativos de renda fixa imobiliária, com predominância em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e gestão ativa do portfólio. No momento do anúncio, o fundo reportava 96% de alocação, buscando equilíbrio entre retorno e preservação de capital. A diversificação regional abrange 14 estados, com maior concentração no estado de São Paulo, reduzindo riscos idiossincráticos.
Entre os principais números operacionais, a carteira reúne 100 operações de CRIs e 6 posições em cotas de fundos imobiliários, compondo uma base ampla de créditos e exposições complementares. Em termos de indexadores, 57% dos títulos estão atrelados ao IPCA e 27% ao IPCA com proteção contra variação negativa, enquanto 13% seguem o CDI e 3% o IGP-M, o que mitiga a volatilidade inflacionária.
Na composição de ativos, os CRIs representam 92% do total, somando R$ 2,247 bilhões, enquanto FIIs equivalem a 4% (R$ 88,45 milhões). Imóveis diretos compõem 3% (R$ 78,23 milhões), e fundos com liquidez diária 1% (R$ 26,64 milhões). Outros ativos totalizam R$ 1,92 milhão, perfazendo R$ 2,442 bilhões em patrimônio.
Entre os segmentos, incorporação lidera com 31% da exposição, seguida de loteamento (18%), hoteleiro (13%) e investimentos imobiliários (12%). Pessoa física representa 11%, enquanto varejo (6%), utilities (5%), logística (3%) e multipropriedade (1%) completam o quadro. Para o cotista do RECR11, a combinação de diversificação, indexadores atrelados à inflação e isenção fiscal sustenta o perfil defensivo do yield.