O fundo imobiliário RBVA11 reportou lucro líquido de R$ 21,048 milhões em janeiro de 2026, abaixo dos R$ 24,698 milhões de dezembro de 2025. O desempenho foi influenciado por eventos não recorrentes, como recebimentos da Caixa e indenização do Santander, que impulsionaram o caixa, mas não se repetem mensalmente.
No período, o resultado imobiliário somou R$ 23,093 milhões e o resultado financeiro foi positivo em R$ 627 mil, enquanto as despesas totalizaram R$ 2,672 milhões. A gestão manteve a distribuição em R$ 0,09 por cota, com R$ 14,052 milhões pagos no mês, alinhada à estratégia de linearização dos dividendos do RBVA11 ao longo do semestre.
Entre os principais destaques, houve o recebimento de R$ 12,7 milhões referente à última parcela pela devolução de imóveis da Caixa, gerando lucro de R$ 7,1 milhões, e a indenização de R$ 1,75 milhão paga pelo Santander por um imóvel em Curitiba. A manutenção da distribuição mensal reforça a política de previsibilidade ao cotista e gestão ativa de caixa.
Para o primeiro semestre de 2026, o fundo imobiliário RBVA11 projeta resultado recorrente de aproximadamente R$ 0,076 por cota, enquanto a distribuição deve permanecer próxima de R$ 0,09 por cota. As estimativas consideram estabilidade do cenário e não constituem garantia de rentabilidade futura.
Resultados e distribuição
A administração ressalta que a linearização busca suavizar oscilações entre meses com eventos extraordinários e receitas contratuais. Assim, mesmo com a redução do lucro entre dezembro e janeiro, a capacidade de pagamento se mantém estável no curto prazo.
Expansão e nova emissão
O FII RBVA11 iniciou sua 6ª emissão de cotas para financiar a aquisição de três ativos, ampliando a diversificação de inquilinos, setores e regiões. A operação marca a entrada no segmento de polos gastronômicos (food hall), com foco em cap rates acima da taxa implícita atual, elevando a renda recorrente.
Em fato relevante de 6 de janeiro de 2026, o fundo RBVA11 firmou compromisso para adquirir dois imóveis por R$ 86,4 milhões, com cap rate médio estimado de 12,3% ao ano. Os ativos incluem um imóvel no Rio de Janeiro locado à Estácio e outro em São Paulo alugado à PBKids, ambos sob contrato atípico.
A conclusão das aquisições do RBVA11 depende do cumprimento de condições precedentes, como diligências jurídicas, técnicas e ambientais, além de aprovações internas. O aumento da presença de contratos atípicos tende a reforçar a proteção inflacionária e a previsibilidade da receita.