RBVA11 concluiu sua sexta emissão de cotas, captando R$ 96,54 milhões com a distribuição de 9,1 milhões de novas cotas a R$ 10,58 cada, subscritas por 844 investidores. Direcionada ao público profissional sob registro automático da CVM, a oferta reforça a liquidez e sustenta a estratégia de crescimento do fundo. Fundos de investimento absorveram a maior parte, enquanto pessoas jurídicas completaram o book, demonstrando demanda consistente por ativos de renda imobiliária.
No detalhamento da alocação, fundos de investimento ficaram com 6,6 milhões de cotas e pessoas jurídicas, com 2,4 milhões. O preço unitário, fixado em R$ 10,58, refletiu as condições de mercado e o perfil defensivo da carteira. A captação cria margem para novas aquisições, desenvolvimento de ativos e alongamento de contratos, pilares relevantes para a previsibilidade de receita do RBVA11.
Em maio, o fundo imobiliário ampliou o portfólio com três aquisições que somaram aproximadamente R$ 111,6 milhões, diversificando a exposição setorial. Entre os movimentos, houve entrada em educação, varejo e food hall por meio do Pátio Maria Antônia, em São Paulo, além da compra integral do imóvel ocupado pela Portobello, reforçando a presença em eixos comerciais de alto fluxo.
A transação da Portobello totalizou R$ 81 milhões, amparada por contrato de locação built to suit com prazo de 20 anos firmado em outubro de 2023. O modelo BTS adiciona previsibilidade e menor volatilidade à receita, alinhando prazos de contrato e retorno do investimento. Essas operações fortalecem o ciclo de renda e a resiliência do portfólio do RBVA11.
Em 2026, novos contratos ajudaram a reduzir a vacância. Em março, a rede Panvel firmou contrato de 10 anos, levando a vacância física a 6,6%. Em maio, dois acordos de 20 anos com a Ultra Academia, na Avenida Paulista e na Avenida Duque de Caxias, baixaram a taxa de 8,2% para 6,5%, evidenciando a tração comercial e a qualidade dos ativos.
Paralelamente, o fundo segue reciclando capital por meio de alienações. Vendas de imóveis locados à Caixa Econômica Federal geraram resultados positivos; o ativo na Avenida Senador Queiróz rendeu lucro contábil de R$ 3,6 milhões, ou R$ 0,02 por cota. Desde 2019, foram 32 vendas somando R$ 309,6 milhões e lucro acumulado de R$ 104 milhões.
Com 70 imóveis nos segmentos de varejo e varejo Triple A, além de participações em outros fundos imobiliários, o RBVA11 soma cerca de R$ 1,904 bilhão em ativos. A carteira combina imóveis, participações em FIIs, aplicações financeiras e valores a receber, com diversificação em educação, varejo tradicional e food hall, sustentando geração de caixa no longo prazo para o RBVA11.