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Itaú Asset lança LFTI11, ETF Selic com foco em liquidez e risco

Itaú Asset lança LFTI11, ETF Selic com foco em liquidez e risco
ETFs. Foto: Pexels

A Itaú Asset Management lançou o LFTI11, seu mais novo ETF de Tesouro Selic, ampliando a prateleira de renda fixa e alcançando investidores de varejo e institucionais. O fundo replica o índice Teva Tesouro Selic, investindo exclusivamente em Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) de curto prazo para oferecer liquidez, transparência e previsibilidade de retornos.

Diferente de produtos similares, a construção do LFTI11 privilegia um prazo médio significativamente menor. Essa abordagem reduz a sensibilidade às oscilações de juros e favorece a gestão de caixa. A duration média histórica do índice é próxima de 465 dias desde 2016, bem abaixo dos cerca de 1.450 dias de ETFs concorrentes, o que contribui para volatilidade mais contida.

Principais características incluem estratégia para limitar perdas em cenários adversos, rolagem automática dos títulos e dispersão de vencimentos. Com isso, o ETF diminui riscos operacionais e preserva liquidez diária, atendendo demandas como reservas de emergência e alocações táticas. Para o investidor, o resultado é simplicidade operacional e eficiência na gestão de recursos.

“O LFTI11 foi desenvolvido com um olhar de gestor para entregar eficiência máxima na gestão de liquidez, combinando menor prazo médio, risco minimizado e capacity otimizado”, afirma Renato Eid Tucci, sócio e portfolio manager da Itaú Asset Management. Segundo ele, a proposta é transformar o caixa de um ativo passivo em parte ativa da alocação. “Liquidez também é estratégia”, resume.

A construção do índice prioriza eficiência operacional, com ponderação técnica dos papéis para equilibrar giro de carteira e liquidez. Esse cuidado se refletiu em histórico de menor volatilidade: a perda máxima ficou em aproximadamente -0,23%, enquanto outros ETFs de Tesouro Selic registraram oscilações superiores a -1%. Para o investidor institucional, há ganho em governança e controle de risco; para o varejo, há acesso democratizado a uma estratégia robusta e transparente.

No campo de custos e tributação, o LFTI11 cobra taxa de administração de 0,15% ao ano e tem aplicação mínima a partir de R$ 50. O Santander atua como market maker, reforçando a liquidez. Além disso, por ter prazo médio inferior a 180 dias, a alíquota de Imposto de Renda é de 25% sobre o ganho de capital, e, por ser ETF, não há IOF nem come-cotas, como ocorre em fundos DI tradicionais.

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