O fundo imobiliário KNSC11 encerrou dezembro com resultado de R$ 18,2 milhões, avanço de 6,43% frente a novembro. A performance seguiu ancorada nos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), responsáveis por R$ 19 milhões da receita total, enquanto as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) contribuíram com R$ 500 mil e os instrumentos de caixa somaram R$ 700 mil. As despesas do FII totalizaram R$ 2 milhões no mês, preservando a margem operacional em patamar confortável.
A gestão reforça a defasagem dos CRIs indexados ao IPCA: os rendimentos pagos em janeiro refletem principalmente os índices de outubro (0,09%) e novembro (0,18%). Em um ambiente de inflação baixa, houve pressão negativa sobre a parcela atrelada ao IPCA, ainda que a projeção para dezembro aponte IPCA de 0,34%. Já os pós-fixados ligados ao CDI se beneficiaram dos juros elevados e do maior número de dias úteis.
Em distribuição, o fundo KNSC11 anunciou R$ 0,09 por cota referente a dezembro, com pagamento em 14 de janeiro de 2026. Considerando a cota média de ingresso de R$ 9,19, o rendimento mensal foi de 0,98%. Os proventos são isentos de IR para pessoas físicas. Em termos relativos, o retorno correspondeu a cerca de 80% da taxa DI do período e, no gross-up a 15%, a aproximadamente 94% do CDI.
A alocação ao fim de dezembro indicava 105,0% em ativos-alvo, sinal de aceleração tática de carteira. As LCI respondiam por 2,4% do patrimônio e os instrumentos de caixa representavam 3,1%, preservando liquidez sem comprometer a geração de resultado.
CRIs indexados ao IPCA respondiam por 63,0% do patrimônio, com remuneração média de IPCA + 10,46% ao ano e prazo médio de 7,2 anos. Já os CRIs atrelados ao CDI compunham 41,9%, pagando CDI + 3,11% ao ano, com duration média de 3,7 anos. A combinação de indexadores dilui riscos e captura ciclos distintos do mercado.
Em síntese, o portfólio híbrido explica o desempenho: os CRIs pós-fixados sustentaram o resultado com a Selic em patamar elevado, enquanto a parcela inflacionária refletiu os baixos índices defasados. Para 2025 e 2026, o Boletim Focus projeta inflação de 4,43% e 4,17% ao ano, respectivamente, e a decisão do Copom de manter a Selic em 15,00% ao ano favorece, no curto prazo, os papéis pós-fixados do KNSC11.