O fundo imobiliário KNRI11 encerrou agosto de 2026 com resultado de R$ 25,926 milhões, equivalente a R$ 0,92 por cota, e distribuiu R$ 31,024 milhões, ou R$ 1,10 por cota, com pagamento agendado para 15 de setembro. O mês foi marcado por receitas de aluguel, renda financeira e ganho com venda de ativo, além do uso de reservas para equalizar os proventos. A cota terminou agosto a R$ 157,50, o que implicou um dividend yield mensal de cerca de 0,70%.
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- Resultado de agosto: R$ 25,926 milhões (R$ 0,92/cota)
- Distribuição: R$ 31,024 milhões (R$ 1,10/cota), pago em 15/09/2026
- Receitas: R$ 23,664 milhões (aluguéis – caixa) + R$ 2,527 milhões (aluguéis antecipados)
- Receita financeira: R$ 3,348 milhões; lucro com venda de ativo: R$ 2 milhões
- Despesas: R$ 450 mil (condomínio), R$ 369 mil (IPTU) e R$ 4,793 milhões (outras)
- Complemento via reservas: R$ 5,098 milhões
- Caixa ao fim de agosto: R$ 116,151 milhões
- Negociação de venda do PIB Sumaré por R$ 26 milhões
- Ocupação: nova locação no Edifício Joaquim Floriano e queda da vacância
- Portfólio: 19 imóveis (12 escritórios e 7 logísticos) em SP, MG e RJ
Resultados e distribuição do KNRI11 em agosto
O resultado de agosto somou R$ 25,926 milhões, sustentado por R$ 23,664 milhões em aluguéis recebidos sob regime de caixa e R$ 2,527 milhões relativos a aluguéis antecipados. A receita financeira contribuiu com R$ 3,348 milhões e a venda de um ativo gerou lucro de R$ 2 milhões.
As despesas do período totalizaram R$ 5,612 milhões, considerando R$ 450 mil em gastos condominiais, R$ 369 mil de IPTU e R$ 4,793 milhões em outras despesas operacionais. Diante do descolamento entre o resultado e a distribuição, o fundo utilizou R$ 5,098 milhões de reservas para manter os proventos em R$ 1,10 por cota.
No acumulado do segundo semestre de 2026 até agosto, o resultado atingiu R$ 71,315 milhões, enquanto as distribuições somaram R$ 62,049 milhões. Ao fim do mês, o fluxo de caixa registrou saldo de R$ 116,151 milhões, já incluindo entradas e saídas, investimentos, despesas e o montante destinado aos cotistas.
A distribuição de R$ 1,10 por cota, com pagamento em 15 de setembro, reflete o desempenho operacional do mês e a estratégia de gestão de reservas. Considerando a cotação de R$ 157,50 no fechamento de agosto, o retorno mensal correspondeu a aproximadamente 0,70%.
Operações e vacância do KNRI11
Em agosto, o fundo firmou compromisso para a venda do imóvel PIB Sumaré por R$ 26 milhões, sujeito ao cumprimento de condições precedentes. Do preço total, 24% será recebido à vista, e o saldo será quitado em seis parcelas semestrais de R$ 3,3 milhões, corrigidas conforme contrato.
O valor acordado representa prêmio de 36,3% sobre a avaliação do ativo e está alinhado ao custo de aquisição. Segundo a administradora, os recursos oriundos da alienação, caso concluída, poderão reforçar a estrutura de capital, financiar melhorias nos ativos do portfólio ou viabilizar novas aquisições.
No eixo de ocupação, houve nova locação no Edifício Joaquim Floriano: a Galena assumiu o conjunto 71, com 234 m² de área. Com as movimentações do mês, a vacância física recuou de 3,95% em julho para 3,91% em agosto, enquanto a vacância financeira passou de 5,24% para 5,14%.
A eventual conclusão da venda do PIB Sumaré tende a reduzir adicionalmente os níveis de desocupação. A projeção informada pelo fundo indica vacância física em torno de 2,17% e vacância financeira em aproximadamente 0,74% após o fechamento da operação.
O portfólio reunia 19 propriedades ao final de agosto, distribuídas entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com base locatária superior a 150 inquilinos. Desses ativos, 12 eram edifícios corporativos e sete centros logísticos, refletindo estratégia diversificada em tipologias e regiões.
Na composição da receita contratual, 54,39% derivavam de contratos típicos (prazos e condições padrão, com menor rigidez de permanência), e 45,61% de contratos atípicos ou de longo prazo com características semelhantes (maior previsibilidade e penalidades mais rígidas em rescisões). Pela ótica setorial, os imóveis corporativos responderam por 60,83% da receita, e os logísticos por 39,17%.
O prazo médio remanescente dos contratos (WAULT) era de 2,72 anos ao término de agosto. Segmentando por tipologia, o WAULT dos escritórios estava em 2,64 anos, e o dos empreendimentos logísticos em 2,85 anos, sinalizando cronograma de vencimentos concentrado no curto a médio prazo.
No consolidado, agosto combinou estabilidade operacional, reforço de liquidez e avanço em iniciativas de reciclagem de portfólio, com impacto positivo nas métricas de ocupação e perspectiva de ganhos de eficiência, caso a alienação do PIB Sumaré se concretize nas condições firmadas.