O fundo imobiliário HGLG11 divulgou resultado de R$ 49,734 milhões em fevereiro de 2026, um avanço de 56,38% frente aos R$ 31,802 milhões de janeiro. A gestão atribuiu o desempenho sobretudo à venda de cotas de FIIB11 e GARE11, operação que adicionou R$ 0,15 por cota e fez parte de uma realocação tática da carteira. Houve reforço de liquidez sem impacto relevante no resultado recorrente, segundo o relatório.
No mês, a venda de cotas teve efeito não recorrente, enquanto a antecipação de pagamentos de aluguéis de janeiro também contribuiu para o resultado. A estratégia contemplou substituir FIIs e CRIs de custo médio mais alto por ativos melhor alinhados às condições atuais de mercado, buscando eficiência e preservação de caixa.
A distribuição permaneceu estável em R$ 1,10 por cota, com pagamento efetuado em 13 de fevereiro de 2026. A gestão indicou confiança em manter esse patamar no primeiro semestre, sustentada por ganhos de eficiência e gestão ativa do portfólio. Esse equilíbrio reforça a previsibilidade dos proventos de um fundo logístico maduro.
Em ocupação, o portfólio registrou melhora relevante. A entrada da ABC Internacional em Guarulhos reduziu a vacância física para 3,0%, embora a administração projete elevação pontual para 4,0% em maio de 2026 devido a movimentações já mapeadas. O monitoramento segue contínuo para mitigar transições de inquilinos.
A alavancagem do portfólio encerrou fevereiro em 9,5% e, incluindo dívida via SPE, alcançou 11,2%. A estrutura é tratada como estratégica, calibrando crescimento e solidez financeira. A gestão reforça que o nível de endividamento preserva flexibilidade para novas oportunidades, mantendo o risco sob controle.
Expansão e entregas impulsionam HGLG11
No desenvolvimento, o ativo HGLG Simões Filho atingiu 99,9% de conclusão, já operacional e com licenças emitidas. Falta apenas finalizar a Contenção 02, prevista para março de 2026, etapa considerada de baixo risco. A entrega completa do projeto é um marco na estratégia logística do fundo.
Por fim, a gestão do FII HGLG11 reforçou o foco em otimização de custos, rotação disciplinada de posições e disciplina de capital. A combinação de resultado não recorrente, ajustes de carteira e avanço físico dos projetos sustenta a tese de longo prazo do veículo.