O fundo imobiliário HGCR11 reportou resultado de R$ 13,782 milhões em fevereiro de 2026, uma alta de 19,7% frente a janeiro, quando somou R$ 11,511 milhões. As receitas totalizaram R$ 14,539 milhões, ante despesas de R$ 1,104 milhão, refletindo ganhos operacionais e impactos extraordinários na carteira. A distribuição do mês alcançou R$ 14,647 milhões em dividendos, equivalente a R$ 0,95 por cota, reforçando o patamar de rendimentos do fundo.
Entre os eventos excepcionais, destacaram-se amortizações e a venda de ativos, com efeitos diretos no resultado por cota. Houve amortização antecipada dos CRIs Sforza IPCA e CDI de R$ 1,2 milhão, adicionando R$ 0,06 por cota. Também ocorreu a amortização de R$ 17 milhões do FII Helbor Unidades Autônomas III, com impacto negativo de R$ 0,01 por cota. A alienação do CRI Lorena por R$ 8,4 milhões contribuiu positivamente com R$ 0,01 por cota.
O resultado acumulado após a distribuição ficou em R$ 0,49 por cota, abaixo dos R$ 0,54 observados em janeiro. Já a inflação apropriada na carteira avançou para R$ 1,03 por cota, frente a R$ 0,87 no mês anterior, sustentando o carregamento inflacionário do portfólio e a previsibilidade de ganhos.
A soma entre resultado acumulado e inflação apropriada totalizou R$ 1,51 por cota no fim de fevereiro, ante R$ 1,42 em janeiro. Esse indicador evidencia capacidade de manutenção de rendimentos, ainda que com ajustes transitórios nas reservas.
A carteira manteve-se praticamente 100% alocada, com investimento equivalente a 100,1% do patrimônio líquido. Do total, 91,2% estavam em CRIs e operações estruturadas, com rentabilidade média ponderada de 14,5% ao ano, equivalente a IPCA + 9,1% ao ano, e prazo médio de 3,7 anos.
A gestão reportou descasamento temporário entre o valor provisionado para rendimentos e o caixa, resultando em posição de -0,1% do patrimônio líquido. O ajuste das reservas será efetuado para viabilizar os dividendos previstos para março de 2026, buscando normalizar o fluxo de caixa. No conjunto, os eventos extraordinários, o carregamento de inflação e a elevada alocação em CRIs sustentam a resiliência do HGCR11.