O fundo imobiliário HGCR11 iniciou 2026 com recuo no resultado distribuível, somando R$ 11,511 milhões em janeiro, ante R$ 17,418 milhões em dezembro. Ainda assim, manteve o pagamento de R$ 0,95 por cota em 13 de fevereiro, sinalizando estabilidade na política de distribuição, apesar da menor geração de caixa mensal. As receitas atingiram R$ 12,003 milhões, frente a despesas de R$ 1,117 milhão, enquanto o resultado acumulado por cota ficou em R$ 0,54, abaixo dos R$ 0,75 do mês anterior.
Entre os vetores do desempenho do fundo imobiliário HGCR11, destacam-se a queda de 33,9% no resultado distribuível, a manutenção do dividendo e o avanço do saldo de inflação apropriada, que passou de R$ 0,81 para R$ 0,87 por cota. Considerando resultado e inflação, o montante acumulado encerrou janeiro em R$ 1,42 por cota, contra R$ 1,56 em dezembro, refletindo menor contribuição do resultado recorrente.
A gestão do FII HGCR11 avalia que o nível atual de distribuição pode ser sustentado nos próximos meses, condicionado ao comportamento dos índices de preços e ao carry da carteira. Contudo, alerta para potenciais ajustes caso haja desaceleração mais forte da inflação, o que reduziria a apropriação inflacionária nos títulos indexados ao IPCA.
Investimentos e alocação seguiram alinhados à tese de crédito imobiliário. O fundo terminou janeiro com 97,4% do patrimônio líquido investido, dos quais 88,2% em CRIs e operações estruturadas, com rentabilidade média ponderada de 13,6% ao ano. A carteira contempla 39 CRIs e uma operação estruturada, prazo médio de 3,5 anos e spread médio de 1,6% ao ano, distribuídos por diferentes indexadores.
Entre as indexações, predominam ativos atrelados ao IPCA (87%), com remuneração média de IPCA + 9,1% ao ano. Há ainda 10% ligados ao CDI, oferecendo CDI + 4,6% ao ano; 2% em taxa prefixada de 14% ao ano; e 0,1% vinculados ao IGP-M, com IGP-M + 9,3% ao ano. Essa diversificação contribui para mitigar riscos de mercado e manter previsibilidade de fluxos.
Em janeiro, o fundo HGCR11 realizou aportes de R$ 25 milhões no CRI Carrefour (prefixado a 14% ao ano) e de R$ 8 milhões no CRI Mega Moda (IPCA + 8,9%), além de reduzir em R$ 1,2 milhão a exposição ao FII GARE11. Houve ainda o pré-pagamento do CRI Swiss Park, com ganho extraordinário de R$ 50,9 mil, equivalente a R$ 0,003 por cota.
Sem operações compromissadas no mês, o HGCR11 manteve foco em CRIs e estruturas de crédito, buscando preservar a distribuição de R$ 0,95 por cota e a resiliência da carteira em cenário de inflação moderando.