O HGBS11 confirmou a distribuição de dividendos de R$ 0,15 por cota referentes ao resultado de dezembro de 2025, mantendo o mesmo patamar pelo sexto mês consecutivo. A data-base foi em 30 de dezembro e o pagamento está programado para 15 de janeiro de 2026, conforme comunicado do fundo. Com essa regularidade, o FII reforça sua proposta de renda recorrente ao cotista.
Com base no preço de fechamento de dezembro, de R$ 20,02, o dividend yield mensal foi de 0,749%, o que equivale a um retorno anualizado próximo de 9,37%. Para pessoas físicas, os rendimentos são isentos de Imposto de Renda, seguindo a legislação aplicável aos fundos imobiliários listados, o que melhora o retorno líquido do investidor.
A média de distribuição dos últimos 24 meses ficou em R$ 0,162 por cota, levemente acima do valor de dezembro. Esse histórico evidencia consistência e sugere estabilidade na geração de caixa do portfólio, ainda que a administração siga ajustando pagamentos conforme sazonalidade e performance operacional.
A estratégia do fundo imobiliário HGBS11 é focada em shopping centers maduros e de escala, com alvo em ativos com Área Bruta Locável mínima de 15 mil m², localizados em regiões de influência superiores a 500 mil habitantes. Essa disciplina de investimento busca resiliência operacional, diversificação de receitas e potencial de valorização de locações.
Ao fim de outubro de 2025, o portfólio somava 20 shoppings em 15 cidades e seis estados. A estrutura incluía 15 ativos detidos diretamente, quatro participações via cotas de outros FIIs (HPDP11, FVPQ11, FLRP11 e ABCP11) e um investimento híbrido com participação direta e cotas de WPLZ11, que juntos representavam 92,8% da carteira. A participação majoritária em sete empreendimentos concentrava 56% do capital investido em ativos estratégicos.
Indicadores operacionais seguiram em alta. As vendas por metro quadrado atingiram R$ 1.242 em outubro, avanço de 5,5% frente ao mesmo mês de 2024, e no acumulado de 2025 cresceram 8,1% ano a ano. A vacância física fechou outubro em 4,9% da ABL, queda na comparação mensal e anual, apontando melhora no occupancy.
O NOI por metro quadrado alcançou R$ 87,0 em outubro, crescimento de 16,4% ante outubro de 2024. No acumulado do ano, o NOI/m² avançou 8,1%, impulsionado por recuperação de inadimplência e maiores receitas com estacionamento e aluguel mínimo, sustentando a capacidade de distribuição do HGBS11.