O fundo imobiliário GARE11 detalhou, no relatório gerencial de junho, a aplicação dos recursos da 7ª emissão de cotas, concluída no fim de 2025 e que levantou cerca de R$ 1,27 bilhão. A gestão indicou alocação em aquisições imobiliárias, reforço de caixa e investimentos em títulos e valores mobiliários.
Em junho de 2026, o fundo registrou resultado de aproximadamente R$ 23,9 milhões. A administradora informou que a carteira segue adimplente e que um ativo do pipeline da 7ª emissão tem conclusão prevista até o fim de julho, com divulgação por fato relevante.
- Cerca de R$ 676 milhões destinados a aquisições de imóveis, com parte já aplicada e saldo reservado a operações sob condições precedentes.
- Aproximadamente R$ 310 milhões mantidos em caixa livre; R$ 81 milhões vieram de preferência, sobras e montante adicional.
- R$ 290 milhões alocados de forma definitiva em títulos e valores mobiliários, incluindo CRIs e posição no GAME11 (GAME11).
- Portfólio 100% adimplente; cerca de 95% da receita proveniente de contratos atípicos; WAULT acima de 10 anos.
- Reajuste de 4,39% em dois contratos do Mix Mateus, com base no IPCA.
- Manutenção do guidance de R$ 0,083 a R$ 0,090 por cota nos próximos 12 meses.
- Após a alienação de 10 imóveis, a carteira soma 33 ativos, com 11 inquilinos, sendo 94% em contratos atípicos.
- Atualização da venda de imóveis: operação de R$ 804,4 milhões ao Riza Renda Imobiliária Master segue no cronograma.
GARE11 destaca portfólio totalmente adimplente
O relatório apontou que o portfólio permanece 100% adimplente, com predominância de contratos atípicos de longo prazo. Aproximadamente 95% da receita imobiliária vem desse tipo de contrato, em que há multas integrais e obrigações específicas em caso de rescisão antecipada.
O prazo médio ponderado dos contratos (WAULT) supera 10 anos, o que sustenta previsibilidade de fluxos. Em junho, dois contratos de imóveis ocupados pelo Mix Mateus, em Itabuna (BA) e Tabuleiro (AL), foram reajustados em 4,39%, conforme a variação do IPCA, atualizando a receita recorrente.
A carteira do fundo é híbrida, com ativos de logística e renda urbana. Após a venda de dez imóveis anunciada em junho, o GARE11 passou a deter 33 propriedades, locadas para 11 inquilinos considerados de primeira linha, sendo 94% do portfólio atípico, com multas integrais em caso de rescisão.
Guidance do GARE11 para 12 meses
A gestora manteve o intervalo de distribuição de rendimentos entre R$ 0,083 e R$ 0,090 por cota para os próximos 12 meses. Segundo o relatório, a decisão reflete a conclusão de um ciclo de reciclagem do portfólio, a redução da alavancagem e a reorganização da estrutura de capital.
Em linha com esse intervalo, em junho o fundo distribuiu R$ 0,083 por cota, com pagamento efetuado em julho. A administração ressalta continuidade do acompanhamento do portfólio e das condições de mercado para preservar liquidez e disciplina de capital.
Venda de imóveis do portfólio do GARE11
A gestão atualizou a operação de alienação de um conjunto de dez imóveis ao Riza Renda Imobiliária Master, anunciada em junho e avaliada em R$ 804,4 milhões. O cronograma permanece inalterado, conforme o relatório.
A estrutura estipula recebimento inicial de R$ 632 milhões, sendo R$ 382 milhões em caixa e R$ 250 milhões em cotas subordinadas do fundo comprador. Adicionalmente, estão previstos R$ 172 milhões em pagamentos futuros, vinculados à alienação dos ativos.
De acordo com a gestora, o modelo permite ao GARE11 continuar participando da potencial valorização desse portfólio nos próximos anos, preservando, ao mesmo tempo, liquidez e capacidade de reciclagem de ativos.
Alocação de recursos da 7ª emissão
Cerca de R$ 676 milhões foram destinados a aquisições imobiliárias. Parte já foi investida em operações divulgadas anteriormente, enquanto outra parte está reservada para transações ainda não anunciadas, sujeitas a condições precedentes, diligências técnicas e aprovações regulatórias.
O fundo mantém aproximadamente R$ 310 milhões em caixa livre. Deste montante, cerca de R$ 81 milhões foram captados nas etapas de direito de preferência, sobras e montante adicional da 7ª emissão.
Outros R$ 290 milhões foram alocados de forma definitiva em títulos e valores mobiliários, incluindo CRIs e uma posição no fundo GAME11 (GAME11), adquirida no mercado secundário. Segundo a gestora, os CRIs cumprem papéis de rentabilizar o caixa, contribuir para a desalavancagem e manter flexibilidade para futuras aquisições.
A gestão informou que uma aquisição prevista no pipeline deverá ser concluída até o fim de julho, com os termos a serem divulgados por fato relevante.