O fundo imobiliário GGRC11 (GGRC11) comunicou a distribuição de R$ 0,10 por cota em rendimentos referentes ao mês. A data-base é 1º de setembro de 2026, e o pagamento ocorrerá em 9 de setembro, conforme informado pela gestão.
Com base na cotação de R$ 9,13 registrada no fechamento de agosto, o valor anunciado representa um rendimento equivalente a um dividend yield de aproximadamente 1,10%. Como nos demais FIIs, os proventos do GGRC11 podem ser isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que atendidos os requisitos legais.
- Rendimento: R$ 0,10 por cota
- Data-base: 1º/09/2026
- Pagamento: 09/09/2026
- Cotação de referência: R$ 9,13 (fechamento de agosto)
- Dividend yield aproximado: 1,10%
- Segmento: logística e industrial, com predominância de contratos atípicos
- Portfólio em junho/2026: 42 ativos, ABL superior a 1 milhão m², 49 inquilinos
- Vacância física: 1,40%
- Contratos: 88,14% atípicos; WAULT de 4,47 anos
- Reajuste de aluguel: IPCA (91,38%), IGP-M (6,65%) e INPC (1,97%)
- Maiores exposições por inquilino: Renault (10,19%), Americanas (9,21%) e Ambev (9,09%)
- Receita por região: Sudeste (51,7%) e Sul (30,6%) predominantes
- Expansão recente: aquisições em MG, BA e participação em condomínio logístico
- Reciclagem de portfólio: memorando para venda de 10 imóveis por R$ 530 milhões
Raio-x do GGRC11: estratégia, carteira e contratos
O GGRC11 atua prioritariamente em imóveis logísticos e industriais, com presença relevante de contratos atípicos de locação. Esse modelo, comum em operações de built to suit (construção sob medida), retrofit (modernização de ativos) e sale and leaseback (venda do imóvel com locação de volta ao vendedor), tende a contemplar prazos mais longos e regras específicas para rescisão.
Em junho de 2026, o fundo reportou 42 ativos imobiliários e área bruta locável superior a 1 milhão de metros quadrados. A base de inquilinos somava 49 locatários, com vacância física de 1,40%.
A carteira era composta majoritariamente por ativos logísticos, que representavam 75,36% do portfólio. Os imóveis híbridos respondiam por 13,46% e os industriais, por 11,18%, conforme relatório da gestão.
Os contratos atípicos somavam 88,14% das locações, ante 11,86% de contratos típicos. O prazo médio ponderado das receitas (WAULT) era de 4,47 anos, indicando a duração média dos contratos vigente na carteira.
Considerando a receita de aluguel, 48% dos contratos venciam a partir de 2030. Outros 20% tinham vencimento em 2028, 12% em 2027, 12% em 2029 e 8% em 2026, o que dilui concentrações de risco de renovação em horizontes de curto prazo.
No reajuste das locações, o IPCA era o principal índice, presente em 91,38% dos contratos. O IGP-M e o INPC correspondiam a 6,65% e 1,97%, respectivamente, distribuindo a indexação das receitas.
Entre os contratos de maior prazo estavam o imóvel da Rizobacter, em Londrina (PR), com vencimento em maio de 2043. Também se destacavam o Braspark, em Garuva (SC), e o ativo da Todimo, em Cuiabá (MT), ambos com término previsto para 2037.
Conheça o GGRC11: perfil de receita e movimentações recentes
A receita imobiliária do GGRC11 apresentava diversificação por locatário. Em junho, a Renault respondia por 10,19% da receita, seguida por Americanas, com 9,21%, e Ambev, com 9,09%. Os ativos indiretos do Triple A FII representavam 6,54%, enquanto a participação em ativos associados ao Infinity somava 4,93%.
A distribuição geográfica também era dispersa. O Sudeste concentrava 51,7% da receita do portfólio, e o Sul, 30,6%. O Centro-Oeste correspondia a 9,7% e o Nordeste, a 8%. Por estado, Minas Gerais detinha 22,2% da receita, seguido por Paraná (20,6%) e São Paulo (18,8%).
O fundo registrou expansão do portfólio em junho de 2026. Foram concluídas as aquisições do Galpão C do Infinity Business Park, em Extrema (MG), por R$ 142,5 milhões, e do galpão B.2 do Pouso Alegre Business Park, por R$ 96,5 milhões.
Houve ainda a compra de 39,25% de participação no Condomínio Raposo/Sanca, por R$ 121,3 milhões, além de um novo galpão em Camaçari (BA), adquirido por R$ 150 milhões, reforçando a presença do fundo em polos logísticos relevantes.
Em paralelo, a gestão avançou com reciclagem de carteira ao firmar memorando vinculante para a venda de dez imóveis logísticos, industriais e híbridos por R$ 530 milhões. A estratégia, segundo o gestor, prioriza a alienação de ativos considerados maduros e a alocação dos recursos em novas oportunidades.
Constituído em novembro de 2016 e com início de atividades em abril de 2017, o GGRC11 tem política de investimentos voltada a imóveis comerciais dos segmentos industrial e logístico. O foco inclui empreendimentos prontos, terrenos e projetos em desenvolvimento, com ênfase em locações estruturadas.
A distribuição anunciada pode ser isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que o fundo e o investidor atendam aos critérios previstos na legislação. Em particular, regras como número mínimo de cotistas e participação individual limitada se aplicam ao benefício tributário.
O rendimento divulgado, de R$ 0,10 por cota, corresponde a um dividend yield aproximado de 1,10% considerando a cotação de R$ 9,13 no fechamento de agosto. O investidor deve observar as datas de corte e pagamento para fins de elegibilidade ao provento.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de cotas do fundo.