O fiagro AAZQ11 manteve em abril a distribuição de R$ 0,105 por cota, com dividend yield mensal de 1,24% e retorno anualizado de 16,8%, conforme relatório gerencial. A remuneração equivale a cerca de 115% do CDI, reforçando a eficiência da carteira em um ambiente de juros elevados. O fundo registrou lucro de R$ 1,5 milhão no período, mantendo a política de geração de caixa consistente para sustentar proventos.
A alocação terminou abril próxima de 99% do patrimônio líquido em ativos do agronegócio, refletindo estratégia ativa, porém prudente. Entre os componentes, destacam-se os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), que somam 67,5% do portfólio, enquanto fiagros de direitos creditórios representam 26,9%. A taxa ponderada líquida de carrego ficou em torno de CDI + 2,60% ao ano, e a taxa bruta aproximou-se de 3,84%.
Em abril, as movimentações foram limitadas, com amortizações parciais já previstas nos cronogramas. A gestão preservou a postura conservadora, sem realocações relevantes, mantendo o nível de alocação perto do teto permitido.
Em março, o resultado contábil mostrou avanço: lucro de R$ 2,77 milhões, alta de 21% frente a fevereiro (R$ 2,28 milhões). O lucro por cota evoluiu de R$ 0,0948 para R$ 0,1153, acompanhando o crescimento do retorno operacional.
A partir de abril de 2025, o fundo passou a adotar o regime de competência por determinação da CVM, o que torna os números mais comparáveis dentro da nova metodologia. Esse ajuste segue as orientações regulatórias aplicáveis aos fundos de investimento imobiliário e assemelhados, aprimorando a transparência dos resultados.
Os rendimentos distribuídos por FIIs e fiagros como o AAZQ11 são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que cumpridos requisitos como número mínimo de cotistas e negociação em bolsa. Essa vantagem fiscal é um dos principais atrativos da classe de ativos, ampliando a atratividade para o investidor pessoa física.