O fiagro CRAA11, gerido pela Sparta, anunciou a distribuição de R$ 1,25 por cota referente a abril de 2026, com data-base em 8 de abril e pagamento previsto para 15 de abril. Considerando a cotação de R$ 101,62, o valor implica dividend yield mensal aproximado de 1,23%, reforçando o apelo do veículo para investidores de renda passiva. Além disso, os proventos do fiagro são isentos de Imposto de Renda para pessoa física, ampliando a atratividade líquida do retorno.
A gestão destacou que, em fevereiro, o fundo distribuiu R$ 1,25 por cota, equivalente a 123% do CDI no período, demonstrando consistência na geração de caixa. O resultado contábil foi de R$ 0,93 por cota, e há uma reserva acumulada de R$ 0,40 por cota, planejada para suavizar oscilações e sustentar a política de distribuição.
Sparta avaliou três ofertas primárias de CRA
Para o primeiro semestre de 2026, a projeção da gestora indica rendimentos mínimos de R$ 1,20 por cota, ancorados em uma carteira com foco em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). Essa estratégia prioriza créditos com garantias e emissores de alta qualidade, buscando equilíbrio entre retorno e risco.
Durante fevereiro, a Sparta avaliou três ofertas primárias de CRA que somaram R$ 950 milhões, ampliando o pipeline de alocação. No mercado secundário, realizou novos aportes, incluindo um título da Caramuru, agroindústria com faturamento superior a R$ 7 bilhões, considerada pela gestora como empresa de elevada solidez financeira. Entre compras e vendas, o fundo negociou 73 ativos distintos.
Perspectivas e composição da carteira do fiagro
A movimentação no secundário representou aquisições equivalentes a cerca de 8% do patrimônio líquido, refletindo gestão ativa para capturar spreads atrativos e oportunidades de marcação a mercado. Na atribuição de performance, o retorno na linha de crédito foi de 0,4% em fevereiro, sendo 0,1% do carrego e 0,3% da marcação a mercado e ganhos em negociações.
Ao final de fevereiro, o fundo mantinha 121 ativos distribuídos em 22 segmentos do agronegócio, com a maior posição individual em 3,3% do patrimônio, mitigando riscos de concentração. A carteira estava composta por 64% em CDI+ (spread médio de 1,8% a.a. e duration de 2,1 anos), 32% em IPCA+ (retorno nominal médio de 9,4% a.a.) e 4% em prefixados (14,6% a.a.). Esse mix resulta em carrego estimado de CDI + 1,7% ao ano e duration média de 2,3 anos, reforçando a tese de renda recorrente e controlada volatilidade para o CRAA11.