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BTHF11 supera IFIX com retorno de 37% em 12 meses

BTHF11 supera IFIX com retorno de 37% em 12 meses
Imagem gerada por IA

O BTHF11 (BTG Pactual Real Estate Hedge Fund) entregou retorno total de 37% nos últimos 12 meses, superando amplamente o IFIX, que avançou cerca de 17% no mesmo período, segundo o relatório gerencial mais recente. A estratégia ativa do fundo, com realocação entre diferentes classes do mercado imobiliário, foi determinante para o desempenho. O resultado consolida um ciclo de retornos acima da média, apesar da normalização dos efeitos não recorrentes observados no início do ano.

Em linha com o guidance semestral, a distribuição mensal permaneceu em R$ 0,101 por cota, dentro da faixa de R$ 0,100 a R$ 0,105. Em abril, o resultado operacional foi de R$ 0,092 por cota, repetindo o patamar do mês anterior. A diferença entre resultado e distribuição reflete o uso de resultados acumulados, prática permitida pelas regras da CVM.

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Entre os vetores de performance, destacaram-se ganhos de capital com desinvestimentos no primeiro trimestre e operações no mercado secundário que somaram R$ 146 milhões em março. Houve ainda redução parcial do desconto das cotas frente ao valor patrimonial, além de alocação dinâmica entre cotas de FIIs, CRIs, caixa e posições táticas.

No início do ano, eventos não recorrentes reforçaram o retorno. Em janeiro, o BTHF11 apurou R$ 0,114 por cota, influenciado pela venda do edifício EZ Tower. Essas operações elevaram o resultado do período, mas não refletem, por si, a geração de caixa recorrente do portfólio, que passou a convergir para níveis mais estáveis ao longo dos meses seguintes.

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O múltiplo de negociação em relação ao valor patrimonial variou de aproximadamente 0,88 vez em janeiro para 0,96 vez em março, estabilizando-se em torno de 0,93 vez mais recentemente. O movimento indica menor desconto e maior apetite por risco por parte dos investidores do fundo imobiliário.

A condução da política monetária também pesa no humor do setor. Em abril, a taxa Selic foi reduzida para 14,50% ao ano pelo Banco Central, em um processo de calibração gradual. A gestão do BTHF11 segue priorizando alocação dinâmica no mercado imobiliário, com trânsito entre renda fixa e variável dentro do mandato. O relatório reforça o acompanhamento macroeconômico, sem estabelecer vínculos diretos com projeções de desempenho futuro.

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