O fiagro AAZQ11 confirmou o pagamento de R$ 0,105 por cota aos investidores com posição até 27 de fevereiro de 2026, com distribuição prevista para 13 de março. O montante indica dividend yield mensal aproximado de 1,25%, tomando como base o preço de mercado do fim de fevereiro. A estratégia segue a política de renda recorrente do fundo, beneficiada pela isenção de IR para pessoas físicas em FIIs e fiagros, conforme legislação vigente.
Em linha com o histórico recente, o AAZQ11 iniciou 2026 mantendo o nível elevado de distribuições. Em janeiro, pagou R$ 0,105 por cota, resultando em dividend yield mensal de 1,22% e retorno anualizado de 15,64%. Esse desempenho equivale a cerca de 105% do CDI, sinalizando performance superior à renda fixa tradicional.
A carteira apresenta forte exposição ao agronegócio, com aproximadamente 99% do patrimônio líquido alocado no setor. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) representam 70,2% da alocação, enquanto fiagros de direitos creditórios somam 24%. Essa composição reforça a tese de crédito corporativo agro com prazos e garantias estruturadas.
A taxa ponderada de carrego dos ativos atingiu 2,53% no período analisado, enquanto o carrego líquido ficou em CDI + 1,32% ao ano após impostos e taxas. Entre os componentes de retorno, destacam-se spreads de crédito consistentes e amortizações programadas, que ajudam a sustentar a distribuição atual.
Em janeiro, a rotatividade da carteira foi baixa, sem compras relevantes. Houve apenas amortizações parciais conforme cronogramas originais das operações. A gestão avalia que a estabilidade do portfólio reflete a aderência do desempenho às premissas traçadas e mantém o foco em liquidez tática.
Para os próximos meses, a administração planeja novas alocações em fase de estruturação, substituindo posições amortizadas e ativos de maior liquidez por oportunidades com spreads superiores no agro. O objetivo é aprimorar o perfil de rentabilidade, trocando papéis próximos ao CDI por alternativas mais atrativas.
No resultado operacional, o fundo encerrou janeiro com lucro contábil de R$ 5,2 milhões, confirmando geração de caixa robusta em cenário de juros elevados. A estratégia de renda recorrente do fiagro segue sustentável, com carteira diversificada e alinhada às expectativas.