O fundo imobiliário XPLG11 reportou em abril resultado base de R$ 34,484 milhões, distribuindo R$ 42,139 milhões em dividendos. A receita total alcançou R$ 43,559 milhões, frente a despesas de R$ 9,074 milhões, indicando operação com margem confortável. A distribuição de R$ 0,82 por cota foi confirmada para investidores posicionados em 30 de abril de 2026, com pagamento em 15 de maio, mantendo o patamar do mês anterior.
Com a cotação de fechamento de abril em R$ 100,75 por cota, o rendimento equivale a dividend yield anualizado de 9,77%. A gestão destacou ainda que o NE Logistic FII, veículo 100% detido pelo XPLG11, mantém resultado base caixa acumulado de R$ 1,12 por cota não distribuído, o que oferece colchão para futuras distribuições.
Principais indicadores do período reforçam a resiliência do portfólio: resultado base de R$ 34,484 milhões, receita de R$ 43,559 milhões, despesas de R$ 9,074 milhões e distribuição de R$ 0,82 por cota. O dividend yield anualizado em 9,77% permanece competitivo frente ao setor. Esses números sinalizam disciplina de custos e continuidade na geração de caixa.
Expansão e alocação do portfólio do XPLG11
Em abril, o fundo concluiu a aquisição de seis imóveis logísticos que adicionaram cerca de 306 mil m² de ABL, posicionados em eixos estratégicos. Os investimentos somaram R$ 919 milhões, levando a ABL total da carteira para além de 1,7 milhão de m², ampliando escala e diversificação geográfica.
No lado de funding, o fundo concluiu captação de R$ 1,2 bilhão em nova emissão de cotas. Os recibos foram convertidos em cotas definitivas em 23 de abril de 2026, com negociação liberada na B3 a partir de 24 de abril. Esse reforço de capital sustenta a estratégia de crescimento e consolidação do portfólio.
No crédito, a inadimplência atingiu 8,0% da receita mensal de locação em abril, envolvendo seis locatários. Segundo a gestão, 1,1 p.p. já havia sido quitado até a divulgação do relatório, e 3,5% estavam em negociação para liquidação na semana seguinte. A carteira segue concentrada em grandes players do varejo e logística.
O Mercado Livre permanece como principal inquilino, com 25% da receita imobiliária. Leroy Merlin responde por 10%, Renner por 7%, SB por 6%, Mobly por 6%, Via Varejo por 4% e B2W por 3%, enquanto os demais representam 36%. Essa composição reforça a tese de pulverização de riscos e qualidade de crédito do XPLG11 no longo prazo.