O fundo imobiliário MAXR11 anunciou a distribuição de proventos de R$ 0,26 por cota para maio de 2026, o menor nível em quatro meses. O valor reflete diretamente a vacância do ativo localizado em João Pessoa, que tem pressionado o resultado recorrente e reduzido a capacidade de distribuição aos cotistas.
Os dividendos do MAXR11 serão pagos em 15 de maio de 2026 aos investidores com posição até o encerramento do pregão de 8 de maio de 2026, referentes à competência de abril. Com a cotação de fechamento de abril em R$ 61,78, o montante corresponde a um dividend yield mensal aproximado de 0,42%, sinalizando rendimento contido no curto prazo.
A vacância do imóvel na Paraíba, divulgada em fato relevante de março, reduziu cerca de 25% da receita trimestral, considerando aluguel nominal e IPTU frente a fevereiro de 2024. Em contrapartida, a multa por rescisão de R$ 839.548,36 contribuiu positivamente, com efeito equivalente a cerca de 92% na comparação anual, amenizando parte do impacto operacional.
A combinação entre vacância e multa resultou na distribuição acumulada de aproximadamente R$ 0,54 por cota no primeiro semestre após o evento. Ainda assim, a despesa anual estimada de R$ 860 mil associada ao espaço vago pressiona o fluxo recorrente do fundo imobiliário MAXR11, evidenciando a sensibilidade do portfólio à saída de locatários estratégicos.
A recuperação judicial da Americanas também influencia o caixa do fundo. Pelo acordo, R$ 367.726,46 serão pagos em 48 parcelas mensais corrigidas pelo IPCA desde abril de 2024, garantindo recebimento gradual, porém em condições menos favoráveis que as do contrato original.
Estruturalmente, a carteira opera com taxa de ocupação de 74,19% (incluindo comodatos) e vacância de 25,81%. A receita está concentrada em Maceió (31,09%) e Brasília (24,89%), seguidas por Belém, Vitória, Manaus e Taguatinga, enquanto João Pessoa registra 0,00%, reforçando a dependência de poucas praças e a necessidade de diversificação.