O BRCO11 manteve, em março, performance estável, com resultado de R$ 16,833 milhões e distribuição de R$ 0,92 por cota, somando R$ 16,58 milhões em proventos. O pagamento implicou dividend yield anualizado de 9,6% na cotação de fechamento do mês, reforçando a consistência do fluxo de caixa do fundo. A distribuição representou 98,5% do lucro caixa, preservando margem para gestão prudente do capital.
No fechamento do período, o saldo acumulado de não distribuídos dos dividendos do BRCO11 alcançou R$ 35,3 milhões, equivalentes a R$ 1,96 por cota. Esse montante oferece flexibilidade para amortecer oscilações de receita, sustentar pagamentos futuros e facilitar o planejamento de distribuição ao longo do ano.
A receita mensal somou cerca de R$ 21,3 milhões, apoiada pela estabilidade da renda imobiliária frente a fevereiro e por um leve incremento de R$ 100 mil na linha financeira. As despesas do FII BRCO11 totalizaram R$ 4,466 milhões, refletindo custos operacionais recorrentes e eventos específicos do portfólio, como a comissão pela locação do ativo em Canoas.
Parcela relevante das despesas decorreu da manutenção de áreas vagas, com destaque para os imóveis de Embu e Canoas, além de seguros patrimoniais em Resende e Embu. Houve ainda a antecipação de R$ 900 mil de IPTU no imóvel de Contagem, com expectativa de reembolso, e encargos financeiros associados ao financiamento das aquisições de Viracopos e Simões Filho.
Desempenho e portfólio do BRCO11
O fundo imobiliário BRCO11 opera um portfólio de 14 ativos logísticos, somando aproximadamente 591 mil m² de ABL e potencial de expansão de até 15%. Em regime estabilizado, a receita contratada supera R$ 210 milhões anuais, com 71% provenientes de ativos “last mile”, um pilar importante para resiliência de demanda e rapidez de entregas.
A alocação geográfica é diversificada: São Paulo concentra 51% da ABL, seguido por Bahia (14%) e Minas Gerais (12%). Alagoas representa 9%, Rio Grande do Sul 6%, Paraná 4% e Rio de Janeiro 4%. Aproximadamente 23% da ABL está em raio de até 25 km da capital paulista, favorecendo operações de última milha e mitigando custos logísticos, aspecto que sustenta a atratividade dos dividendos do BRCO11 no médio prazo.