O SNAG11 encerrou 2025 com retorno total de 42,51%, equivalente a 264% do CDI no período, colocando o Fiagro entre os destaques do crédito agroindustrial. Em um ambiente de juros elevados e maior seletividade, o fundo manteve disciplina na originação e priorizou risco-retorno, reforçando sua proposta de renda e preservação de capital.
A estratégia do fundo foca operações de crédito via Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), com rigor de análise e diversificação. A carteira soma 264 devedores distribuídos por toda a cadeia do agro, de produtores rurais a indústrias processadoras, diluindo riscos e ampliando a resiliência.
A gestão reporta indicadores operacionais robustos: inadimplência zero, spread médio de CDI + 3,69%, duration de 4,84 anos e base superior a 130 mil cotistas. Esses pilares sustentam a previsibilidade de caixa e a consistência das distribuições.
Em abril de 2025, o fundo anunciou R$ 0,12 por cota, yield mensal aproximado de 1,12% sobre a cotação corrente. Nos últimos 12 meses, o dividend yield acumulado alcançou cerca de 14,43%, mantendo a atratividade para o investidor pessoa física no universo de FIIs e Fiagros.
Distribuições mensais e liquidez em destaque
Na B3, o SNAG11 figura entre os Fiagros mais líquidos, com volume diário acima de R$ 10 milhões no mercado secundário, o que facilita a entrada e a saída de investidores e reduz o custo de carregamento tático. Esse dinamismo reforça a eficiência na formação de preços e a transparência.
Cenário favorável no agronegócio brasileiro
As perspectivas do agro seguem positivas: a Conab projeta colheita recorde de 353,1 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, enquanto a Abiove estima 177,85 milhões de toneladas de soja, com exportações de 113,6 milhões. Tal contexto amplia originação, oferta de lastros e oportunidades para veículos de crédito especializados.
Resultados financeiros consistentes
Em fevereiro de 2025, o SNAG11 distribuiu R$ 0,15 por cota e registrou lucro de R$ 5,77 milhões, refletindo geração de caixa sustentável. A combinação de inadimplência zero e spread médio de CDI + 3,69% sustenta retorno atrativo frente ao risco, validando a tese de crédito agroindustrial do fundo.