O fundo imobiliário SNCI11 confirmou a distribuição de R$ 1,00 por cota referente a março de 2025, reforçando a estabilidade do guidance para o segundo trimestre. A gestão mantém a projeção entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota de abril a junho, oferecendo previsibilidade aos cotistas em um ambiente ainda sensível à oscilação de juros. Esse patamar de rendimentos sustenta a atratividade do fundo no segmento de crédito imobiliário.
No mês, o resultado líquido alcançou R$ 4,81 milhões, suportando integralmente o provento anunciado. Além disso, após o pagamento, o fundo encerrou março com R$ 0,26 por cota em resultado acumulado, formando colchão de segurança para futuras distribuições. Essa reserva contribui para suavizar eventuais volatilidades no fluxo de caixa e reforça a disciplina na gestão de caixa.
A liquidez média diária no mercado secundário foi de aproximadamente R$ 606 mil, em linha com o histórico recente e preservando a negociabilidade das cotas. Tal consistência amplia a eficiência de entrada e saída dos investidores, reduzindo custos de transação e risco de spread. Em um mercado de FIIs de CRI, manter liquidez recorrente é um diferencial competitivo.
Principais movimentações do período contemplaram compras de R$ 22,5 milhões e vendas de R$ 10,7 milhões, além da quitação do CRI AXS (R$ 12 milhões) e liquidação de operações compromissadas (R$ 12 milhões). Esses ajustes otimizaram a posição de caixa e calibraram o risco de crédito da carteira, equilibrando duration e exposição setorial.
SNCI11 conclui desalavancagem e se torna credor líquido
A gestão finalizou o processo de desalavancagem em março, levando a alavancagem líquida para -1,35% do patrimônio líquido, posição que caracteriza o fundo como credor líquido. Essa estratégia amplia a flexibilidade operacional, reduz o custo financeiro e minimiza o risco em um cenário de curva de juros volátil. O reforço de caixa posiciona o fundo para capturar oportunidades primárias e secundárias com maior seletividade.
Carteira mantém ativos em tratamento especial
O portfólio segue com quatro CRIs em tratamento especial: AIZ, Vanguarda, RDR e Solar Junior, que demandam acompanhamento dedicado. O Solar Junior representa cerca de 0,1% do PL, limitando o impacto potencial. O Vanguarda já possui estimativa de recuperabilidade definida, enquanto o RDR permanece em recuperação de crédito com medidas judiciais em curso. Mesmo com pressão sobre preços após a abertura da curva, o patrimônio evoluiu 0,05% no mês, evidenciando resiliência operacional do fundo imobiliário e capacidade de geração de renda diante de ativos problemáticos.