O PORD11 encerrou março com resultado de R$ 3,653 milhões, uma leve queda frente aos R$ 3,728 milhões de fevereiro. A receita do mês somou R$ 3,129 milhões e os dividendos distribuídos foram de R$ 0,098 por cota. No acumulado de 12 meses, os rendimentos pagos chegaram a R$ 1,169 por cota, indicando trajetória consistente de distribuição mesmo em cenário de maior volatilidade.
O dividend yield anual atingiu 13,87%, tomando como referência a cota de R$ 8,43. Esse retorno equivale a IPCA + 9,02% ao ano, ou IPCA + 11,37% com ajuste de gross up. A duration estimada é de três anos, considerando a inflação acumulada até janeiro de 2026. O fundo mantém R$ 0,032 por cota em inflação apropriada e não distribuída, refletindo projeções inflacionárias para o período.
Em março, o ambiente de mercado foi marcado por maior aversão ao risco, abertura inicial de spreads em debêntures líquidas e impacto pontual em CRIs. A gestão priorizou operações com prêmios mais elevados, ajustando taticamente a carteira para capturar remunerações atrativas e reforçar a resiliência dos fluxos.
A estratégia contemplou a entrada em CRI da Assaí no mercado secundário, a IPCA + 11,8% com vencimento em 2028. A companhia do varejo alimentar no modelo atacarejo possui mais de 300 lojas no país, e a taxa foi considerada adequada após ajustes no seu perfil de endividamento. Houve ainda aumento de exposição à Patrimar, adicionando 0,65% do patrimônio líquido e elevando a fatia total para 1,5% da carteira, a CDI + 3,2%.
Na dimensão de desinvestimentos, o fundo vendeu integralmente a posição em debêntures da JHSF, que representava 1,43% do portfólio, a CDI + 1,17%. A alocação original havia sido feita a CDI + 1,7%, gerando resultado positivo no período de carregamento. Em paralelo, o CRI Novo Mundo seguiu em amortização, reduzindo a exposição em 1,34% e passando a 0,90% do patrimônio.
Operações primárias também avançaram, com a liquidação do CRI Bralar (1,7% do PL), remunerado a CDI + 6% e prazo total de 72 meses, com juros mensais sem carência. A gestão sinalizou nova operação com incorporadora mineira, prevendo remuneração de IPCA + 14,18%, garantias estimadas em 160% do saldo devedor, recebíveis de loteamentos (LTV médio de 82%), alienação fiduciária de 13 unidades concluídas e fundo de reserva de quatro parcelas, reforçando o foco em estruturas robustas para o PORD11.