O fundo imobiliário HGRE11 reportou forte avanço no resultado distribuível de fevereiro de 2025, alcançando R$ 12,559 milhões, alta de 40,9% frente a janeiro. O desempenho foi puxado por operações extraordinárias e ganhos operacionais no portfólio, refletindo maior eficiência de gestão e captura de oportunidades de mercado. O fundo distribuiu R$ 10,045 milhões em dividendos, ou R$ 0,85 por cota, sustentado por receitas de R$ 15,379 milhões e despesas de R$ 2,82 milhões.
A contribuição de eventos não recorrentes foi relevante no mês. A venda do ativo Vivo Curitiba adicionou R$ 0,33 por cota, enquanto a alienação de cotas de FIIs com lucro somou mais R$ 0,11 por cota. Esses movimentos ajudaram a compor o resultado, ao lado da melhora operacional, com destaque para a ocupação e renegociações contratuais. Esse mix reforça a disciplina de capital e a busca por geração de caixa.
Desempenho operacional e ocupação do portfólio do HGRE11
No lado operacional, a ocupação avançou com a entrada de quatro restaurantes no Edifício Martiniano, ocupando 170 m². O movimento reduziu a vacância física para 5,8% e a vacância financeira para 4,0%, fortalecendo a renda recorrente. Além disso, houve reajustes contratuais em 8.283 m² de ABL, alinhando valores à realidade de mercado e contribuindo para a estabilidade das receitas futuras.
A renegociação com a TOTVS no ativo Sêneca foi o principal destaque. O contrato de 24.484 m² foi prorrogado por 96 meses a partir de agosto de 2025, com vigência até julho de 2033 e possibilidade de extensão equivalente. Embora tenha havido redução de 21,3% no aluguel — antes acima do mercado —, o acordo amplia a previsibilidade de longo prazo e reduz riscos de vacância. O contrato representa cerca de 23% da receita recorrente do fundo imobiliário HGRE11, com ajustes pontuais previstos no 1º tri de 2026.
Estrutura financeira, alocação e alavancagem do HGRE11
A alavancagem está em 2,4%, com 73% das obrigações no longo prazo, favorecendo a flexibilidade financeira. O passivo de securitização soma cerca de R$ 41 milhões, dos quais R$ 11 milhões vencem no curto prazo. Na alocação, ativos imobiliários representam 86% do portfólio; os demais se dividem entre CRIs (3%) e cotas de FIIs (3%). A gestão projeta reduzir a alavancagem para cerca de 1,8% no início de 2027, preservando liquidez e capacidade de investimento.
Com a combinação de operações extraordinárias, melhora de ocupação e contratos reequilibrados, o HGRE11 reforça a resiliência da renda e sustenta o pagamento de R$ 0,85 por cota, ao mesmo tempo em que avança na disciplina financeira e na otimização do portfólio.