O HGRU11 (Patria Renda Urbana FII) encerrou fevereiro de 2026 com valor de mercado próximo de R$ 3 bilhões, mantendo vacância física e financeira de 0,8%. O patrimônio líquido ficou em R$ 3 bilhões, com P/VP de 1,02x: as cotas fecharam a R$ 131,10 frente ao valor patrimonial de R$ 129,14 por cota. Esses números reforçam a liquidez e o apetite do mercado pelo fundo.
O portfólio reúne 100 imóveis e área bruta locável (ABL) acima de 600 mil m², com WALE de 9,4 anos. A predominância de contratos atípicos, que somam 81% da receita, dá previsibilidade ao fluxo de caixa, reduzindo riscos de vacância e renegociações abruptas em ciclos adversos.
A indexação é outro pilar: 99% das receitas estão atreladas ao IPCA, favorecendo a proteção contra a inflação. A diversificação geográfica alcança 16 estados, diluindo riscos regionais e de concentração setorial. No período analisado, não houve movimentação de locatários, sinalizando estabilidade operacional.
Em fevereiro, o fundo registrou receita total de R$ 0,95 por cota e resultado distribuível de R$ 0,75 por cota. Ainda assim, a distribuição foi de R$ 0,95 por cota, paga em março. A gestão atribuiu a diferença a um efeito não recorrente ligado à mudança na data de repasse de excedentes de CRIs, tema já normalizado para os meses seguintes, conforme o relatório gerencial.
O destaque do mês foi o dividend yield anualizado de 8,7%, calculado sobre a cotação de mercado. A composição do portfólio segue concentrada em varejo alimentício (55%) e educacional (25%), com exposição adicional a varejo de vestuário. Entre os principais inquilinos figuram Carrefour, Assaí, Pernambucanas e YDUQS, reforçando a qualidade de crédito.
A estratégia de reciclagem de portfólio permanece ativa, priorizando desinvestimentos. No momento, o foco recai sobre lojas da Pernambucanas, em vendas realizadas acima do valor patrimonial, o que tende a capturar ganhos e otimizar a alocação de capital.
O HGRU11 fechou fevereiro com alavancagem equivalente a 5,7% do portfólio. Segundo a gestão, o nível de endividamento é saudável, com perspectiva de redução gradual nos próximos anos, acompanhando a evolução de vendas de ativos e a disciplina financeira.