O Fiagro OIAG11 reportou resultado de R$ 1,14 milhão em janeiro, com R$ 0,127 por cota no período e distribuição de R$ 0,12 por cota aos investidores. Para sustentar a previsibilidade das distribuições, a gestão utilizou R$ 0,007 por cota da reserva de resultados, preservando uma folga relevante para os próximos meses.
A reserva acumulada permanece em R$ 0,145 por cota, reforçando a capacidade do fundo de manter seu cronograma de pagamentos. Com a cotação em R$ 8,99 no mercado secundário, o rendimento distribuído representa um dividend yield anualizado próximo de 16,0%, patamar atrativo no comparativo setorial.
Em janeiro, ocorreu o pré-pagamento do CRA Aliança Agrícola, com recebimento de principal, juros e prêmio adicional de aproximadamente R$ 107 mil. Esse fluxo ajudou a recompor o caixa e sustentar a geração de resultados, ainda que a alocação tenha sido parcialmente reduzida.
Após a movimentação, a alocação em ativos-alvo passou a representar 88,5% do patrimônio líquido, ante 92,6% no mês anterior. A média de resultado dos últimos 12 meses ficou em R$ 0,109 por cota, sinalizando estabilidade operacional do portfólio ao longo do ciclo.
Em termos de composição, o caixa soma cerca de R$ 10,2 milhões, com direcionamento previsto para novas oportunidades em avaliação pela gestão. As receitas do mês foram formadas majoritariamente por Fiagros, que responderam por 59,8% do resultado, enquanto CRAs e CRIs contribuíram com 33,7%, e aplicações de renda fixa, com 6,5%.
No acumulado de 12 meses, o perfil manteve padrão semelhante: 49,3% dos rendimentos vieram de CRAs e CRIs e 7% de renda fixa, evidenciando um portfólio diversificado. Esse arranjo busca equilibrar retorno e risco, preservando a previsibilidade de caixa.
No mercado secundário, o OIAG11 negociou R$ 3,67 milhões em janeiro, volume que indica liquidez moderada. A base de cotistas avançou 1,5%, totalizando 13.544 investidores, sinal de interesse contínuo no ativo e potencial reforço de liquidez futura para o Fiagro.