O fundo imobiliário SNEL11, especializado em geração distribuída de energia solar, registrou volume de negociação acima de R$ 4 milhões em uma sessão recente, reforçando a liquidez no mercado secundário. O desempenho vem na esteira do recorde da semana anterior, quando o fundo movimentou cerca de R$ 17,8 milhões em um único pregão, o maior volume desde a estreia na B3. A melhora de liquidez tende a reduzir spreads, aumentar a previsibilidade nas ordens e facilitar a entrada e saída de posições para investidores de diferentes perfis.
O avanço ocorre em paralelo à expansão estrutural do veículo. A 4ª emissão de cotas elevou o patrimônio líquido para aproximadamente R$ 909,3 milhões, consolidando escala no segmento de infraestrutura e energia. Esse reforço de capital permitiu acelerar aquisições e aprofundar a tese de geração distribuída, com contratos lastreados em energia solar e foco em estabilidade de fluxo de caixa.
A base de investidores também cresceu de forma acelerada nas últimas semanas, saltando de cerca de 34,5 mil para mais de 70 mil cotistas, em processo de pulverização que amplia a profundidade do book e a resiliência de preço. Entre os benefícios associados à maior liquidez estão: redução dos spreads entre compra e venda, maior atratividade para institucionais que demandam volume e execução mais eficiente de operações no dia a dia.
SNEL11 alcança 75 mil cotistas e consolida tese solar
O SNEL11 atingiu a marca de 75 mil cotistas, somando aproximadamente 10 mil novos investidores em 30 dias. A evolução desde a estratégia inicial — de cerca de 3 mil para 75 mil cotistas — evidencia a consolidação da proposta de investimento em geração distribuída solar e o apelo do tema ESG em renda variável, mesmo em um ambiente de maior seletividade.
Com os recursos captados, o fundo fechou 20 contratos para aquisição de usinas solares, totalizando 87,5 MWp de capacidade instalada em 22 municípios de oito estados. O investimento previsto é de R$ 436,2 milhões, com TIR real projetada de 14,44% ao ano, já considerando custos operacionais e maturação do portfólio.
A carteira tem potencial de expansão relevante após a plena entrada em operação, com incremento de até 195% na capacidade e adicional estimado de 153.460 MWh anuais. Entre os ativos incorporados estão as UFVs Paramirim, Cruzeiro do Sul, Soleil e Juti, que somam 16,9 MWp e concluíram o closing, reforçando a execução da tese do SNEL11 em energia renovável.