O fundo de investimento imobiliário SNEL11 alcançou 75 mil cotistas e consolidou um dos crescimentos mais rápidos entre os FIIs temáticos da B3 em 2025. O avanço de cerca de 10 mil investidores em um mês reforça a atratividade do ativo, sobretudo após a conclusão da quarta emissão de cotas. Esse marco sucede as passagens por 65 mil e 70 mil cotistas em sequência, evidenciando forte tração recente no mercado.
Desde o início da estratégia, a base de investidores saltou de aproximadamente 3 mil para 75 mil, refletindo o fortalecimento da tese em geração distribuída solar. A expansão posiciona o SNEL11 entre os maiores fundos focados em energia renovável no Brasil, em linha com a busca por diversificação e exposição ao setor elétrico. Em um ambiente de juros elevados, a seletividade dos investidores não impediu a demanda por um produto com lastro em infraestrutura energética.
A quarta oferta captou mais de R$ 620 milhões, elevando o patrimônio líquido para R$ 909,3 milhões e o valor de mercado para perto de R$ 950 milhões. Esse reforço de capital ampara a execução do pipeline de aquisições e sustenta a estratégia de crescimento orgânico por meio da construção e integração de usinas fotovoltaicas. O contexto corrobora a percepção de amadurecimento operacional e financeiro.
Volume e liquidez também ganharam destaque: o fundo registrou cerca de R$ 17,8 milhões negociados em uma única sessão, o recorde histórico do ativo. Sinais de atuação de um investidor institucional ajudaram a impulsionar a demanda e a profundidade do livro de ofertas, ampliando a visibilidade do ticker e reduzindo potenciais custos de transação para os cotistas. O aumento da liquidez sugere maior convergência entre preço e valor.
Com os recursos captados, o SNEL11 firmou 20 contratos de aquisição de ativos solares de geração distribuída, somando 87,5 MWp de capacidade instalada em 22 cidades de oito estados. O montante investido foi de R$ 436,2 milhões, com TIR real projetada de 14,44% ao ano, líquida de custos do fundo. Entre os ativos já integralizados estão as UFVs Paramirim, Cruzeiro do Sul, Soleil e Juti, que somam 16,9 MWp.
A projeção de maturação operacional indica potencial de incremento de até 195% na capacidade de geração, com adicional estimado de 153.460 MWh anuais. Para os investidores, a combinação de escala, diversificação geográfica e contratos em execução reforça a previsibilidade de receitas e a resiliência do portfólio.
Em síntese, o SNEL11 sustenta um ciclo de crescimento acelerado, com base de cotistas robusta, liquidez crescente e expansão consistente do portfólio. A estratégia em geração distribuída solar e o foco em energia renovável seguem no centro da tese, atraindo interesse contínuo do mercado.