O fundo imobiliário VIUR11 iniciou 2026 com desempenho operacional superior ao mês anterior. Em janeiro, o fundo apurou lucro de R$ 1,502 milhão, equivalente a R$ 0,056 por cota, resultado acima de dezembro de 2025, quando somou R$ 1,464 milhão. A distribuição aos cotistas foi de R$ 0,2067 por cota referente ao mês, mais que o dobro dos R$ 0,089 por cota pagos anteriormente, elevando o dividend yield anualizado para 40,5% com base na cotação de fechamento.
O impulso do resultado decorreu de receitas de imóveis que somaram R$ 636 mil, combinadas a um resultado financeiro positivo de R$ 1,086 milhão. Houve impacto de despesas de juros de aquisições a prazo, mitigado pelos rendimentos das aplicações de caixa. A distribuição representou o pagamento integral do resultado acumulado, reforçando a disciplina de repasse aos cotistas do VIUR11.
No mercado secundário, a cota ajustada encerrou janeiro a R$ 6,12 na B3, queda de 1,0% no mês. A rentabilidade mensal total, somando variação da cota e rendimentos, também foi negativa em 1,0%. O desempenho ficou 3,2 pontos percentuais abaixo do retorno do IFIX no período, refletindo a pressão de preço apesar do avanço operacional.
Em termos de estrutura patrimonial, o VIUR11 fechou janeiro com 43.783 cotistas e valor de mercado de R$ 164,9 milhões. O patrimônio líquido alcançou R$ 209,6 milhões, com liquidez diária média de R$ 462 mil, equivalente a giro de cerca de 6,0% das cotas em circulação. A carteira combina ativos imobiliários e caixa aplicado em instrumentos de liquidez imediata.
Composição do patrimônio: R$ 48 milhões alocados em ativos imobiliários e R$ 177,1 milhões aplicados em fundos DI de liquidez imediata. O portfólio imobiliário inclui participação em um imóvel, com área bruta locável própria superior a 94,4 mil m². A estratégia privilegia flexibilidade financeira sem abrir mão da exposição direta.
A estrutura contratual segue resiliente, com WAULT de 7,4 anos e cerca de 100% da receita de aluguel atrelada a contratos com vencimento após 2033. O VIUR11 mantinha ainda R$ 2,3 milhões em obrigações ligadas a aquisições a prazo, compatíveis com o perfil de caixa atual e a política de distribuição.