O fundo imobiliário VINO11 iniciou 2025 com lucro líquido de R$ 3,442 milhões em janeiro, equivalente a R$ 0,042 por cota. O desempenho foi sustentado por receita imobiliária de R$ 6,721 milhões, parcialmente neutralizada pelo resultado financeiro negativo de R$ 2,653 milhões. A gestão manteve a distribuição de R$ 0,045 por cota, resultando em dividend yield anualizado de 9,9%, e preservou reserva de R$ 325 mil (R$ 0,004 por cota).
A dinâmica operacional foi pressionada por movimentos relevantes de vacância. Houve a conclusão da desocupação de conjuntos no Haddock Lobo 347, antes ocupados pela Vitacon, além da devolução antecipada da loja no imóvel Oscar Freire. Como consequência, a ocupação do Haddock Lobo 347 recuou para 18%, acentuando o desafio de recomposição de receitas para o VINO11.
A saída da Vitacon no Haddock Lobo 347 implicou perda de receita estimada em R$ 0,013 por cota, cerca de 14% da receita imobiliária recorrente mensal do fundo. Atualmente, o edifício soma 1.268 m² locados, enquanto seguem em negociação eventuais valores devidos pelo período de permanência após o término contratual. A gestão sinalizou foco em soluções ativas para mitigar o impacto no curto prazo.
No imóvel Oscar Freire, a devolução antecipada do contrato — que iria até novembro de 2029 — adicionou pressão marginal ao resultado, com impacto mensal estimado de R$ 0,001 por cota para o fundo VINO11. Em paralelo, há tratativas para comercialização de ativos com baixa ocupação, estratégia que pode destravar valor e reduzir custos de carrego.
Projeções e eventos não recorrentes
Para o primeiro semestre de 2026, a gestão projeta rendimentos mensais recorrentes entre R$ 0,038 e R$ 0,045 por cota. A estimativa considera a desocupação do Haddock Lobo 347, o nível atual de ocupação e os reajustes contratuais previstos. Em abril de 2026, deve ocorrer o recebimento da última parcela da venda parcial do BM336 (iniciada em abril de 2024), evento não recorrente estimado em R$ 0,19 por cota, com potencial de reforçar as distribuições do semestre.
A combinação entre gestão ativa, comercialização de ativos com baixa ocupação e o fluxo de resultados não recorrentes pode oferecer maior previsibilidade aos rendimentos ao longo do período projetado pelo VINO11.