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PATL11 eleva proventos e mantém estabilidade na carteira

PATL11 eleva proventos e mantém estabilidade na carteira
PATL11 lucra R$ 3,5 milhões e volta a pagar maior dividendo da história; veja valor

O fundo imobiliário PATL11 reportou resultado de R$ 3,547 milhões em dezembro de 2025, equivalente a R$ 0,71 por cota, impulsionado por eventos não recorrentes. A receita total somou R$ 4,707 milhões, ou R$ 0,94 por cota, enquanto a distribuição anunciada foi de R$ 0,70 por cota, com pagamento em 9 de janeiro de 2026, no maior patamar histórico do FII.

A gestão destacou que os números foram impactados pela terceira parcela da multa de rescisão da SEB, com efeito positivo de R$ 0,26 por cota. Em contrapartida, despesas imobiliárias de manutenção dos ativos reduziram o resultado em R$ 0,15 por cota. Assim, os proventos refletem um reforço pontual ao fechamento do semestre para cumprir a regra de distribuição mínima de 95% do lucro caixa.

Segundo o relatório mensal, os dividendos do PATL11 tiveram caráter extraordinário e não indicam, por si só, uma nova tendência estrutural de rendimentos. A administração reforçou que a política de distribuição segue condicionada à geração recorrente de caixa e aos efeitos de eventos não recorrentes.

A carteira do fundo imobiliário PATL11 manteve estabilidade operacional em dezembro, sem movimentação de locatários. A vacância física permaneceu em 2,7% e a financeira em 6,5%, totalizando 4.104 m² vagos no ativo Ribeirão das Neves. Nesse imóvel, a Friolog confirmou a continuidade da ocupação de uma das câmaras antes prevista para devolução.

O prazo médio remanescente dos contratos (WALE) ficou em 4 anos. A gestão reportou avanços em três frentes comerciais: em Itatiaia, prospecção de industriais regionais para a área que será desocupada pela SEB em 2026; em Jundiaí 1, negociação em fase de minuta contratual e tratativas de distrato antecipado com a Postall; e, em Ribeirão das Neves, duas empresas avançando para minutas para parte dos espaços vagos.

Reajustes foram aplicados em 5.713 m² de ABL do portfólio ao longo do mês, e, em 30 de dezembro, o fundo não possuía alavancagem ou obrigações por aquisição de ativos. A reavaliação a mercado conduzida pela Binswanger Brazil em dezembro de 2025 indicou desvalorização média de 8,1% frente ao valor contábil de 28 de novembro de 2025.

Diante do cenário macro mais desafiador, a gestão atribuiu a revisão a ocupação menos favorável e à necessidade de investimentos para preservar a competitividade dos imóveis. Ainda assim, o PATL11 segue focado em reduzir riscos de vacância e fortalecer a geração recorrente de caixa por meio de novas locações e renegociações.

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