O fundo de investimento imobiliário VGIP11 anunciou a distribuição de R$ 0,71 por cota referente aos resultados de dezembro de 2025, com pagamento em 20 de janeiro de 2026 aos cotistas posicionados até 13 de janeiro. O valor corresponde a um dividend yield mensal de 0,88%, tomando como referência a cotação de fechamento de dezembro (R$ 80,23), e é isento de imposto de renda para pessoas físicas. A política de rendimentos do fundo reforça a atratividade dos recebíveis imobiliários em cenário de inflação moderada.
Em comparação ao mês anterior, houve redução de 22,8% na distribuição, que passou de R$ 0,92 para R$ 0,71 por cota. A queda reflete principalmente os efeitos de amortizações e recomposições na carteira ao longo do período. No fim de novembro de 2025, o fundo mantinha 98,5% do patrimônio líquido alocado em CRIs, enquanto o saldo remanescente permanecia em instrumentos de caixa, preservando liquidez para novas oportunidades de alocação.
O patrimônio do dividendos do VGIP11 somava cerca de R$ 1,040 bilhão distribuído em 49 operações de CRIs, demonstrando diversificação por emissores e setores. A manutenção de parcela em caixa dá flexibilidade para capturar spreads atrativos e ajustar o risco conforme as condições de mercado. Esse posicionamento contribui para a resiliência do portfólio e para a previsibilidade dos fluxos.
Movimentações recentes e impacto nos rendimentos
Em novembro de 2025, o fundo realizou aquisições de CRIs totalizando R$ 16,3 milhões, em seis operações. Entre os destaques estão o CRI Projetos Residenciais SP 1S (IPCA + 9,00% a.a.), o CRI Canopus 30S (IPCA + 6,00% a.a.) e o CRI Quero Quero (IPCA + 5,70% a.a.). Também ingressaram no portfólio os CRIs Localfrio SR, Creditas 27E e HBR 148S, todos indexados ao IPCA, reforçando a proteção contra a inflação.
No mesmo período, o fundo recebeu R$ 39,4 milhões em amortizações, com destaque para a liquidação integral de R$ 34,4 milhões do CRI TMX. Essas amortizações impactaram o fluxo de caixa mensal e explicam parte da redução no valor distribuído, enquanto preparam terreno para realocações a taxas potencialmente mais atrativas.
Um marco importante foi a retomada dos pagamentos do CRI Manhattan 196S, que representa 2,4% do patrimônio líquido. Após reestruturação, os juros em atraso foram incorporados ao principal, a taxa foi repactuada para IPCA + 4,0% a.a., e o vencimento estendido para fevereiro de 2029. A renegociação de dívida preservou o principal e alinhou condições ao fluxo do devedor.
Com a regularização, todos os CRIs da carteira estão adimplentes, segundo a gestão, fortalecendo a previsibilidade dos rendimentos futuros do VGIP11. A gestão ativa e a disciplina na alocação sustentam a estratégia de recebíveis imobiliários, com foco em estabilidade de caixa e capacidade de captura de novas oportunidades.