O fundo imobiliário KFOF11 reportou resultado de R$ 5,493 milhões em novembro, abaixo dos R$ 5,933 milhões do mês anterior. A principal fonte de performance veio das receitas de cotas de outros FIIs, que totalizaram R$ 5,643 milhões no período, somadas a R$ 292,67 mil em receitas financeiras e R$ 432,8 mil provenientes de operações com CRI. A gestão anunciou distribuição de R$ 0,80 por cota, com pagamento em 15 de janeiro de 2026, mantendo abordagem disciplinada de alocação.
No mês, o fundo imobiliário KFOF11 preservou reserva acumulada não distribuída de R$ 0,76 por cota, oferecendo colchão para suavizar eventuais oscilações de fluxo. Em dezembro, a carteira passou por ajustes estratégicos para capturar movimentos de valorização, ainda que algumas vendas tenham ocorrido abaixo do valor de aquisição, prática comum em realocações táticas.
As mudanças elevaram a posição de caixa para 9% do patrimônio, ampliando flexibilidade para novas oportunidades. O IFIX avançou 1,98% em dezembro, em um ambiente de maior apetite por risco no segmento de fundos imobiliários. O caixa disponível segue em avaliação pela gestão, com foco em operações que apresentem relação risco-retorno favorável.
Durante 2025, a reestruturação setorial foi relevante. Houve redução em CRI (-6,53% do patrimônio), Renda Urbana (-1,55%) e Logística (-1,30%). Em contrapartida, aumentou-se a exposição ao segmento residencial (+4,01%) e a Shoppings (+1,46%), refletindo visão construtiva para consumo e recuperação de ocupação.
Essas decisões contribuíram para retorno total de 26,55% do patrimônio em 2025. Ao fim de dezembro, 86,4% dos ativos do FII KFOF11 estavam investidos em cotas de FIIs. A cota patrimonial avançou 3,14% no mês, passando de R$ 91,25 para R$ 93,32, enquanto a cota de mercado subiu 5,66%, mantendo desconto de 6,66% frente ao valor patrimonial.
O portfólio superou o IFIX em 5,4% no ano, impulsionado principalmente por CRI e Shoppings, que adicionaram 1,67% e 1,53% de alpha, respectivamente. A gestão ressalta que o rali de dezembro pode refletir ajuste de defasagem, mantendo postura seletiva em ativos com taxa interna de retorno atraente.