O GARE11 encerrou 2025 com um movimento robusto de reestruturação do portfólio, apoiado pela 7ª emissão de cotas e pela liquidação de aquisições estratégicas que redesenham a composição do fundo para 2026. O resultado líquido de novembro somou R$ 12,8 milhões, enquanto a gestão antecipou, no relatório, os principais eventos de dezembro para reforçar a transparência junto aos investidores.
Segundo a gestão, a decisão de incluir fatos subsequentes visa oferecer uma fotografia mais precisa da configuração do fundo no início de janeiro. Assim, o investidor passa a enxergar os efeitos das transações mais relevantes já na virada do ano, mesmo com a base contábil ainda ancorada em novembro. Essa diretriz reforça a disciplina informacional em linha com as melhores práticas do mercado.
As operações concluídas em dezembro marcam três vetores estratégicos: a entrada em Minas Gerais, estado que responde por cerca de 9% do PIB; a ampliação seletiva da exposição ao segmento logístico; e a incorporação de uma nova tipologia de ativo ao portfólio. Cada pilar contribui para diversificação, resiliência de receitas e alongamento de contratos.
A primeira aquisição foi o Parque Logístico de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, por R$ 86,8 milhões. Com 24,6 mil m² de ABL e ocupação integral por nomes como Mercado Livre, Três Corações e Vale, a transação foi concluída à vista, majoritariamente via integralização de cotas, com yield médio superior a 10% a.a. nos primeiros 60 meses. Essa compra reforça a tese de renda estável em ativos logísticos.
Em 29 de dezembro, o fundo adicionou um edifício corporativo em Belo Horizonte, com cerca de 13 mil m² de ABL e ocupação total por MRV, LOG CP e Urba. Localizado em eixo consolidado próximo a Belvedere e Vila da Serra, o investimento totalizou R$ 126,4 milhões, sendo aproximadamente 80% via integralização de cotas e 20% em recursos financeiros. O cap rate estimado é de 10,7% a.a. nos cinco primeiros anos.
Com essas aquisições, o GARE11 projeta patrimônio líquido de aproximadamente R$ 2,6 bilhões ao final de 2025, mantendo alavancagem líquida negativa e sólida posição de caixa. A 7ª emissão, a maior da história do fundo, somou quase R$ 1,3 bilhão, fortalecendo capacidade de investimento e liquidez diária próxima de R$ 7 milhões.
O fundo inicia 2026 com 33 ativos, presença ampliada, 13 inquilinos de primeira linha e contratos de longo prazo. Em sua “melhor versão histórica”, o GARE11 combina escala, diversificação e qualidade creditícia, pilares que sustentam distribuição consistente de dividendos.